O principal negociador do Irão com os Estados Unidos, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que é “impossível” abrir o Estreito de Ormuz, citando “flagrantes violações” do cessar-fogo por parte dos EUA e de Israel. Através da rede social X, Ghalibaf denunciou o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, afirmando que isso transforma a economia global num “refém”. Além disso, acusou Israel de incitar à guerra “em todas as frentes”.
Apesar das tensões, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reiterou a disposição do país para negociar. No entanto, sublinhou que o incumprimento de compromissos, o bloqueio e as ameaças são obstáculos significativos para negociações genuínas, conforme reportado pela BBC.
Atualmente, um cessar-fogo por tempo indeterminado está em vigor, conforme anunciado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, após o término de um cessar-fogo de duas semanas entre os dois países. Contudo, a situação no Médio Oriente continua tensa. A Reuters reportou que os Estados Unidos interceptaram pelo menos três petroleiros iranianos em águas asiáticas. As forças norte-americanas estão a redirecionar esses navios, que se encontravam perto da Índia, Malásia e Sri Lanka. Entre os navios apreendidos estão o Deep Sea, o Sevin, que transportava 65% da sua carga de um milhão de barris de petróleo, e o Dorena, que estava totalmente carregado com dois milhões de barris.
Por outro lado, a BBC informou que o Irão confirmou a apreensão de dois navios de carga no Estreito de Ormuz, o MSC Francesca e o Epaminondas, para “inspeção”. Esta ação ocorreu após relatos de ataques a três navios de carga na mesma área. A empresa marítima Vanguard mencionou que o Euphoria pode ter sido um dos navios atacados. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) afirmou que os navios estavam a “operar sem autorização” e tinham cometido “violações repetidas”, incluindo tentativas de sair do Estreito de Ormuz “secretamente”.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a apreensão dos navios pelo Irão não é considerada uma violação do cessar-fogo, uma vez que os navios não eram norte-americanos nem israelitas. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia confirmou o ataque ao Epaminondas, mas não confirmou a sua apreensão.
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Estreito de Ormuz Nota: análise relacionada com Estreito de Ormuz.
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Fonte: Sapo





