Responsabilização dos técnicos do INEM é inaceitável, diz sindicato

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, considerou inaceitável que os técnicos do INEM sejam responsabilizados pelo desfecho da greve de 2024. Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao INEM, Lázaro argumentou que a gestão da paralisação foi marcada por incompetência e, possivelmente, negligência.

Rui Lázaro criticou as declarações do presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, que, na sua audição em março, afirmou que houve “uma falha deontológica grave” durante a greve, que resultou na interrupção do atendimento das chamadas. Mendes Cabral, que ainda não ocupava a presidência do INEM na altura da greve, defendeu que existem limites a não ultrapassar na área da saúde, independentemente das reivindicações laborais.

Na sua intervenção, Lázaro sublinhou que os técnicos do INEM apenas exerceram o seu direito legal à greve, e que a gestão da paralisação foi “incompetente, ignorante e, provavelmente, negligente”. O dirigente sindical também destacou que o STEPH viu o número de sócios aumentar em 200% nos últimos cinco anos, representando agora mais de 60% dos técnicos do INEM.

Lázaro alertou ainda para o risco de distorções nas informações apresentadas nas audições, afirmando que algumas declarações não correspondem à verdade. Um exemplo dado foi a comparação dos vencimentos dos técnicos do INEM com os dos enfermeiros, onde considerou que Mendes Cabral deveria ter um conhecimento mais profundo sobre as remunerações dos profissionais sob a sua direção.

O presidente do STEPH refutou a ideia de que o INEM estivesse a viver uma “guerra civil” quando Mendes Cabral assumiu funções, afirmando que a degradação do ambiente interno é resultado da postura e decisões do presidente. Lázaro questionou a continuidade de Mendes Cabral no cargo, uma vez que a ministra da Saúde já contradisse publicamente o presidente do INEM em questões cruciais, como a implementação de protocolos de atuação clínica.

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A CPI ao INEM tem como objetivo apurar responsabilidades relacionadas com a greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar no final de 2024, bem como a relação entre as tutelas políticas e o instituto desde 2019. Durante a greve, que coincidiu com uma paralisação da administração pública a 4 de novembro de 2024, foram registadas 12 mortes, três das quais associadas a atrasos no socorro, conforme indicado pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).

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técnicos do INEM Nota: análise relacionada com técnicos do INEM.

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Fonte: Sapo

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