O Presidente do Irão, Ebrahim Raisi, reafirmou hoje a disposição do país para o diálogo, mas sublinhou que o bloqueio aos portos iranianos representa um dos principais obstáculos a “negociações genuínas” com os Estados Unidos. Em uma mensagem nas redes sociais, Raisi afirmou que a República Islâmica está aberta a acordos, mas que a falta de cumprimento de compromissos, juntamente com o bloqueio e as ameaças, dificultam o progresso nas conversações.
A declaração surge na sequência do anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, que decidiu prolongar o cessar-fogo temporário. O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, expressou sentimentos semelhantes, enfatizando que um cessar-fogo só é válido se não for acompanhado por um bloqueio naval. Para Qalibaf, a economia global não deve ser mantida refém e a hostilidade de Israel deve cessar para que as negociações genuínas possam avançar.
A questão do Estreito de Ormuz também foi abordada, com Raisi a afirmar que a sua abertura não é viável enquanto o cessar-fogo for violado. Ele destacou que nem os Estados Unidos nem Israel alcançarão os seus objetivos através da intimidação, sendo fundamental o reconhecimento dos direitos do povo iraniano.
Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo, que foi inicialmente estabelecido em 8 de abril, após um pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. Apesar de manter o bloqueio no Estreito de Ormuz, Teerão considera que as recentes ações, incluindo a apreensão de navios iranianos, são violações do cessar-fogo e, por isso, têm dificultado a sua participação nas negociações em Islamabad.
As autoridades iranianas já tinham anunciado, a 17 de abril, o fim das restrições de trânsito na zona, após a confirmação de um cessar-fogo temporário no Líbano. Contudo, essas restrições foram reimpostas após Trump decidir manter o bloqueio aos portos iranianos, o que complica ainda mais o cenário das negociações genuínas.
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Fonte: Sapo





