O Geoparque Algarvensis, que abrange os concelhos de Loulé, Silves e Albufeira, foi oficialmente integrado na rede mundial de geoparques da Unesco. Esta designação, anunciada na última quinta-feira, eleva o número total de geoparques em Portugal para sete, destacando a importância do património geológico nacional.
A inclusão do Geoparque Algarvensis na Global Geoparks Network (GGN) foi aprovada no âmbito do Programa Internacional de Geociências e Geoparques da Unesco. Este programa reconheceu 12 novos geoparques em todo o mundo, provenientes de países como China, França, Grécia, Irlanda, Japão, Malásia, Rússia, Tunísia e Uruguai. A câmara municipal de Silves, liderada por Luísa Conduto Luís, sublinhou que esta conquista reforça o compromisso de Portugal com o desenvolvimento sustentável e a valorização do seu património geológico.
O Geoparque Algarvensis, o único a sul do rio Tejo em Portugal, cobre uma área contínua de 2.427 quilómetros quadrados, que inclui zonas da Serra, do Barrocal e do Litoral, além de uma significativa parte marinha. Este território é um verdadeiro testemunho de mais de 330 milhões de anos de história geológica, com registos de processos tectónicos, vulcânicos e sedimentares.
A designação do Geoparque Algarvensis resulta de um esforço conjunto entre os municípios de Loulé, Silves e Albufeira, a Universidade do Algarve, entidades públicas, a comunidade científica e as comunidades locais. Este trabalho colaborativo visa não apenas a valorização do território, mas também a sua projeção a nível internacional.
Com a integração na rede da Unesco, o Geoparque Algarvensis assume-se como um modelo de desenvolvimento sustentável, promovendo a ligação entre património natural, cultural e comunitário. A câmara municipal de Silves destaca que este reconhecimento é um passo importante para a promoção da literacia científica e para a proteção do património natural, afirmando assim o território tanto a nível nacional como internacional.
O Geoparque Algarvensis não é apenas um espaço de valor científico; é também um exemplo de como a educação, o geoturismo e a participação ativa das comunidades locais podem coexistir e prosperar. Este reconhecimento é, portanto, uma oportunidade para impulsionar o turismo sustentável e a valorização da cultura local.
Leia também: O impacto dos geoparques na economia local.
Leia também: BPI prevê pausa nas taxas de juro do BCE em abril e aumento em junho
Fonte: ECO





