O banco Morgan Stanley anunciou uma revisão em baixa da sua previsão para o preço do ouro, agora estimado em 5.200 dólares por onça para o segundo semestre deste ano. Esta nova projeção representa uma descida em relação aos 5.700 dólares anteriormente previstos. Neste momento, o preço do ouro está a ser negociado a cerca de 4.721 dólares.
A decisão do Morgan Stanley é justificada por um “raro choque de oferta”, conforme indicado numa nota divulgada pelo Economic Times. Apesar desta revisão, o banco salienta que os fatores estruturais que sustentam o preço do ouro permanecem relevantes. Entre estes fatores, destacam-se a procura dos bancos centrais, a desvalorização das moedas e as tensões geopolíticas que continuam a influenciar o mercado.
Os analistas do Morgan Stanley identificaram também quatro riscos que podem impactar o preço do ouro. Um dos principais riscos é a possibilidade de que a escalada do conflito no Médio Oriente possa elevar os rendimentos dos títulos do tesouro. Além disso, os preços elevados do petróleo podem alimentar a inflação, levando a Reserva Federal dos EUA a manter ou até aumentar as taxas de juro. Outro risco mencionado é que uma nova onda de vendas de ações poderia desencadear chamadas de margem e liquidações forçadas de ouro. Por último, mesmo que haja uma resolução para as tensões atuais, o potencial de valorização do ouro poderá ser limitado, uma vez que os níveis de preços atuais reduzem o poder de compra dos fundos de investimento em ouro, dos bancos centrais e dos consumidores.
O Economic Times também destaca que as vendas de ouro por bancos centrais, como o da Turquia, têm adicionado pressão ao preço do metal precioso. O Morgan Stanley observou que os fluxos de ETFs relacionados com o ouro tornaram-se negativos, ou seja, há mais saídas de capital do que entradas, o que contribui para a descida do preço do ouro. Neste contexto, o banco refere que o ouro está a ser transacionado mais como um ativo vinculado às taxas de juro do que como um refúgio seguro em tempos de instabilidade.
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Fonte: Sapo





