OIT nomeia Sheng Li como diretor-geral adjunto após espera

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou a nomeação de Sheng Li como diretor-geral adjunto, após uma longa espera que se arrastou por meses. Esta decisão surge num contexto delicado, uma vez que os Estados Unidos, que tradicionalmente têm um papel de destaque na OIT, estão em atraso com os pagamentos das suas quotas nos últimos dois anos.

Sheng Li, que vem do Departamento do Trabalho dos EUA, terá a responsabilidade de liderar a área de políticas da OIT. A sua função será garantir a coerência na orientação estratégica entre as funções normativas e a elaboração de políticas, conforme indicado pela própria OIT no seu site. Esta nomeação é particularmente significativa, uma vez que a OIT não tinha um diretor-geral adjunto desde a saída de Celeste Drake, também americana, em setembro do ano passado.

Nos últimos meses, a OIT enfrentou incertezas em relação à nomeação de Nels Nordquist, um ex-conselheiro económico de Donald Trump, que gerou preocupações internas. A administração norte-americana já havia criticado a OIT, descrevendo-a como uma entidade que visa sindicalizar trabalhadores estrangeiros e proteger interesses empresariais dos EUA no exterior.

Atualmente, os Estados Unidos são o principal financiador da OIT, com uma quota de 22%. Contudo, a OIT revelou que Washington acumula atrasos superiores a 173 milhões de francos suíços (mais de 188 milhões de euros) referentes aos últimos dois anos. Além disso, a contribuição para 2026, que ronda os 84 milhões de francos suíços, também está pendente.

A presidente do sindicato do pessoal da OIT, Séverine Deboos, expressou a necessidade de esclarecimentos sobre os motivos que levaram à nomeação de Sheng Li, especialmente considerando as questões financeiras em aberto. A OIT reconheceu que os atrasos nos pagamentos têm impactado a sua tesouraria e que está em contacto com os países devedores para resolver a situação rapidamente.

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Em resposta a estas pressões financeiras, a OIT, assim como outras organizações da ONU, está a implementar uma reforma abrangente que poderá resultar na eliminação de cerca de 120 postos de trabalho até 2029. Esta reestruturação já levou ao encerramento de cerca de 50 projetos que dependiam de financiamento americano, resultando em despedimentos de cerca de 200 colaboradores, num total de 3.500.

A nomeação de Sheng Li como diretor-geral adjunto da OIT é um passo importante, mas também levanta questões sobre o futuro da organização, especialmente em tempos de incerteza financeira. Leia também: O impacto das contribuições dos EUA na OIT.

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Fonte: ECO

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