A investigação à corrupção no futebol profissional enfrenta sérios obstáculos devido à lentidão nos inquéritos e à realização de perícias forenses. Segundo um relatório do Ministério Público (MP), a demora na tramitação dos processos está a pôr em risco a eficácia das investigações, conforme noticiado pelo Correio da Manhã.
Entre 2017 e 2021, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) abriu dez inquéritos relacionados com a corrupção no futebol. No entanto, muitos destes processos têm sido marcados por atrasos significativos. O relatório, que foi concluído em março de 2025, mas só agora divulgado, revela que há casos com “pouco ritmo na investigação” e longos períodos de inatividade, exacerbados pela pandemia de Covid-19.
Um exemplo alarmante é um inquérito iniciado em 2020, que ficou parado durante um ano, de janeiro de 2021 a janeiro de 2022, sem que se realizassem ações significativas, exceto a junção de uma lista de árbitros. Os autores do relatório criticam a Polícia Judiciária, responsável pela investigação criminal, pela falta de celeridade nos inquéritos.
Além disso, a demora na realização de exames periciais num processo aberto em 2019 e a designação de especialistas para outros inquéritos têm contribuído para o prolongamento das investigações. O documento indica que o tempo médio de duração dos inquéritos que foram concluídos durante o período de inspeção foi de 3,9 anos, com cerca de 31% dos casos a ultrapassarem os cinco anos.
A situação levanta preocupações sobre a capacidade do sistema judicial em lidar com casos de corrupção no futebol, um tema que continua a ser de grande relevância para a sociedade. A falta de progresso nos inquéritos pode minar a confiança do público nas instituições responsáveis pela justiça e pela integridade do desporto.
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Fonte: ECO





