O grupo Cegid registou um volume de negócios de 85 milhões de euros em Portugal em 2025, ano em que adquiriu a empresa portuguesa PHC Software. Com a integração total das operações após a aquisição, a empresa de software de gestão financeira, contabilidade e recursos humanos antecipa um aumento de 10% na faturação para este ano.
Paulo Carvalho, general manager da Cegid em Portugal e África Lusófona, destacou que a empresa cresceu acima das expectativas. Embora a maior parte do negócio ocorra em Portugal, a Cegid também tem uma componente de exportação, com operações em Angola, Moçambique e Cabo Verde, que têm mostrado um crescimento significativo. A Cegid conta atualmente com 700 colaboradores, quase 750 mil clientes na região e 300 mil utilizadores, o que demonstra uma operação bem consolidada.
A multinacional francesa, que se especializa na automação da tesouraria e fiscalidade das empresas, obteve uma faturação global de 1,07 mil milhões de euros, representando um aumento de 10,7% em relação a 2024. O crescimento da empresa tem sido impulsionado por aquisições, como as da bracarense Primavera e da oeirense PHC Software.
Após a absorção das principais soluções de ERP em Portugal, a Cegid está a explorar novas vertentes tecnológicas, alinhando-se com o seu plano estratégico de investimento em inteligência artificial (IA). Paulo Carvalho afirmou que as empresas integradas na Cegid, como a Primavera e a PHC, eram únicas no mercado, mas existem outras oportunidades que a empresa está a considerar.
O CEO da Cegid em Portugal enfatizou a importância de entender a dinâmica do mercado, que está em constante evolução. As oportunidades não se limitam apenas a áreas financeiras, mas também se estendem a novas linhas de negócio tecnológicas. O foco atual da Cegid é consolidar as operações existentes, priorizando o apoio aos clientes para que possam crescer e inovar.
A inteligência artificial é uma prioridade para a Cegid, que tem uma rede de 580 parceiros e cerca de 5.500 profissionais. Nos próximos meses, a empresa concentrar-se-á no desenvolvimento de soluções de IA, como o programa Pulse, que será integrado nos fluxos de trabalho para alertar sobre problemas de compliance fiscal e fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios.
Paulo Carvalho sublinhou que a confiança e os ganhos de produtividade são fatores críticos para a adoção da IA nas empresas. O objetivo da Cegid é garantir que a IA tenha um impacto real, especialmente nas pequenas e médias empresas portuguesas, que representam a maior parte do tecido empresarial do país.
Desde outubro de 2025, Paulo Carvalho lidera a operação da Cegid em Portugal e nos PALOP, após a saída de Santiago Solanas. Com uma sólida formação em Engenharia Informática e uma vasta experiência em multinacionais tecnológicas, Carvalho traz consigo um conhecimento profundo do setor.
Leia também: O impacto da inteligência artificial nas empresas portuguesas.
Leia também: Bruxelas exige que Google partilhe dados de pesquisa com rivais
Fonte: ECO





