A China decidiu bloquear a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta, a gigante tecnológica norte-americana, por um valor de dois mil milhões de dólares (cerca de 1.700 milhões de euros). A decisão foi comunicada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que invocou regras de segurança relacionadas com o investimento estrangeiro.
Na nota divulgada esta segunda-feira, a entidade não mencionou diretamente a Meta, que é proprietária de plataformas como o Facebook e o Instagram, mas exigiu que as partes envolvidas abandonassem o negócio. A decisão foi tomada após uma análise minuciosa do caso, que já estava em curso desde o início do ano. Contudo, a Comissão não especificou as razões concretas que levaram ao bloqueio da aquisição.
A Meta anunciou a aquisição da Manus em dezembro, uma empresa de inteligência artificial com raízes chinesas, mas que se encontra sediada em Singapura. Este movimento é considerado pouco habitual, dado que envolve uma grande empresa dos Estados Unidos a adquirir uma startup com ligações à China. A Manus é conhecida pelo desenvolvimento de agentes de inteligência artificial que conseguem realizar tarefas complexas de forma autónoma. A aquisição tinha como objetivo reforçar a oferta de IA da Meta nas suas plataformas.
Apesar de a Meta ter garantido que não haveria participação chinesa remanescente na Manus e que a empresa cessaria operações na China, o ministério do Comércio chinês emitiu um alerta em janeiro. Este aviso sublinhou que operações envolvendo investimento externo, transferência de tecnologia e aquisições transfronteiriças devem estar em conformidade com a legislação nacional. Em resposta, a Meta afirmou que a transação “cumpriu plenamente a legislação aplicável” e expressou a esperança de que o processo fosse resolvido de forma adequada.
A decisão da China reflete um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso em relação a investimentos estrangeiros, especialmente em setores sensíveis como a tecnologia e a inteligência artificial. Este bloqueio pode ter implicações significativas para as relações comerciais entre os Estados Unidos e a China, especialmente no contexto de crescente competição tecnológica entre as duas potências.
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Fonte: ECO





