Os Açores enfrentam o desafio de transformar a insularidade em valor económico, uma ideia central na conferência ECO Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada. Durante o evento, oradores regionais e nacionais discutiram os principais desafios da economia açoriana, incluindo as contas públicas, mobilidade, coesão territorial e a necessidade de aumentar a produtividade.
António Costa, diretor do ECO, sublinhou a importância de os Açores crescerem não apenas em volume, mas também em valor. “Crescer em volume significa mais dormidas e mais passageiros, mas crescer em valor é algo diferente”, afirmou. Este crescimento em valor implica aumentar a receita por visitante, melhorar salários e reter talento, além de investir em cadeias de valor.
José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores, respondeu a este desafio, afirmando que a região pretende ser “uma oportunidade de futuro”. Ele destacou que, apesar da rica história dos Açores, o foco deve estar na inovação e na tecnologia, assim como numa centralidade geopolítica e geoeconómica. “Queremos apostar no valor”, reiterou Bolieiro, enfatizando que a região deve ser vista como “uma região de oportunidades”.
O presidente regional também apresentou dados que sustentam a necessidade de uma mudança estrutural. Desde 2019, o investimento público aumentou cerca de 50%, e o número de açorianos empregados cresceu em 12.700, enquanto o desemprego diminuiu em 2.700. O turismo, que representa cerca de 17% do PIB regional, é um motor importante, mas Bolieiro alertou que não deve ser visto como uma monocultura.
João Rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, encerrou o evento destacando a relevância do desenvolvimento económico, da sustentabilidade e da competitividade. “Temos de mudar de volume para valor”, afirmou, sublinhando que os Açores podem mostrar que o desenvolvimento económico e a sustentabilidade ambiental não são objetivos contraditórios, mas sim caminhos que podem ser trilhados em conjunto.
Ferreira também mencionou a intenção de investir mais de mil milhões de euros no ecossistema empresarial regional, através de várias candidaturas, como parte do programa Construir 2030. Este investimento é um sinal de que o tecido empresarial açoriano está a apostar na inovação e a acreditar no futuro.
Por fim, o secretário de Estado enfatizou a importância de simplificar procedimentos administrativos como uma questão de competitividade económica. “Reduzir tempos de decisão e garantir previsibilidade pode ser a diferença entre um investimento concretizado e uma oportunidade perdida”, concluiu.
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Fonte: ECO





