O fim da moratória aplicada aos créditos habitação, que visava apoiar famílias afetadas pela tempestade Kristin e outros fenómenos, entra em vigor a partir de hoje, 28 de abril de 2026. Este regresso à normalidade implica que muitos clientes terão de retomar o pagamento das suas prestações mensais, o que pode ser um desafio para aqueles que ainda enfrentam dificuldades financeiras.
Durante o período da moratória, as famílias tiveram algum alívio nos seus orçamentos, mas essa suspensão não eliminou a dívida. Em alguns casos, a capitalização de juros pode ter aumentado o montante em dívida, tornando a situação ainda mais complicada. Assim, quem antecipa dificuldades deve agir rapidamente e contactar o banco antes de falhar qualquer prestação.
Com o fim da moratória, o primeiro passo é comunicar com a instituição financeira. É crucial não esperar pelo incumprimento, pois o banco tem a obrigação de avaliar a situação financeira do cliente e, se necessário, apresentar soluções adequadas. Este acompanhamento é realizado através do Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI), que foi estabelecido para ajudar aqueles que beneficiaram da moratória.
As soluções disponíveis no âmbito do PARI podem incluir medidas que visem reduzir a prestação mensal. Entre as opções estão o período de carência de capital, a carência de capital e juros, o adiamento de parte do capital para o final do contrato ou o alargamento do prazo do empréstimo. É importante ter em mente que, embora uma prestação mais baixa possa parecer vantajosa a curto prazo, pode resultar em mais juros a longo prazo. Por isso, é aconselhável pedir ao banco uma simulação do impacto dessas medidas no custo total do crédito.
Além do PARI, os clientes também podem considerar a renegociação do contrato de crédito habitação. Esta opção não se destina apenas a quem está em dificuldades, mas pode ser uma estratégia útil para rever condições como o spread, o prazo ou a taxa de juro. Por exemplo, uma pequena redução no spread pode resultar numa poupança significativa na prestação mensal.
Outro aspeto a considerar são os seguros associados ao crédito habitação. Muitas vezes, os clientes contratam seguros através do banco para obter um desconto no spread, mas pode ser vantajoso comparar propostas de outras seguradoras. Se a poupança nos prémios for superior ao aumento do spread, a mudança pode ser benéfica.
Antes de aceitar qualquer proposta após o fim da moratória, é essencial comparar três indicadores: a prestação mensal, a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) e o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor). Estes dados ajudam a avaliar o esforço financeiro e a viabilidade da proposta.
O mais importante é agir antes de entrar em incumprimento. O fim da moratória não significa que as famílias estejam sem alternativas. Quanto mais cedo se agir, maior será a margem para negociar. Contactar o banco, solicitar simulações e avaliar as propostas disponíveis pode ajudar a evitar situações financeiras mais complicadas.
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fim da moratória Nota: análise relacionada com fim da moratória.
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Fonte: Doutor Finanças





