A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) anunciou que o estacionamento nas praias Grande e das Maçãs será pago entre 1 de junho e 30 de setembro. Esta decisão, que já gerou descontentamento na freguesia de Colares, foi confirmada por uma fonte oficial da EMES. O novo regime tarifário foi aprovado em março pelo executivo municipal, com votos contra do Partido Socialista (PS).
O presidente da câmara, Marco Almeida, do PSD, propôs a implementação de parquímetros nas áreas de estacionamento existentes e nas vias de acesso às praias. O custo será de 4 euros por um máximo de quatro horas. Apesar da introdução do pagamento, os residentes, comerciantes e pessoas com mobilidade reduzida estarão isentos nas zonas tarifadas, enquanto o parque oposto ao Hotel Arribas e os espaços em terra batida continuarão gratuitos.
A proposta visa regular o estacionamento, tendo em conta o aumento da pressão turística nas áreas balneares do concelho. No entanto, a decisão não foi bem recebida por todos. Durante uma reunião da Assembleia de Freguesia de Colares, foram apresentadas moções do PS, Chega, CDU e Iniciativa Liberal, todas a contestar a implementação do estacionamento pago.
Os socialistas criticaram a medida, afirmando que foi tomada sem consulta prévia à população e que representa uma “portagem invisível” ao lazer das famílias. O PS pede a suspensão imediata do pagamento até que sejam resolvidos os problemas de mobilidade na freguesia.
O Chega também se opôs à instalação de parquímetros, considerando que a medida não tem a fundamentação necessária e recomenda a realização de um estudo técnico rigoroso. A CDU alertou que o estacionamento pago poderá afastar clientes do comércio local e prejudicar o acesso às praias, exigindo a suspensão da instalação de novos parquímetros.
Na esfera digital, uma petição contra o estacionamento pago nas praias de Sintra já conta com quase 2.000 subscritores, argumentando que a medida transforma o acesso às praias num privilégio económico. Outra petição, que já reuniu 391 assinaturas, pede que a decisão seja precedida de uma consulta pública.
A EMES, questionada sobre as críticas, defendeu que a medida visa promover a rotatividade do estacionamento, protegendo os interesses dos sintrenses e melhorando a mobilidade no concelho.
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Fonte: ECO





