Milhares de trabalhadores marcaram o Dia do Trabalhador em Portugal, com manifestações a ocorrerem de norte a sul do país. A CGTP, uma das principais centrais sindicais, anunciou uma greve para o dia 3 de junho, destacando a insatisfação com a proposta de reforma laboral do Governo.
No seu discurso, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, criticou a falta de diálogo do Executivo, afirmando que “são nove meses que o Governo se recusou a discutir com a CGTP”. Oliveira sublinhou que a central sindical apresentou propostas que visam proteger os direitos dos trabalhadores, mas que o Governo parece querer “impor as propostas dos patrões”.
A UGT, outra central sindical, também se juntou às críticas. O seu secretário-geral, Mário Mourão, afirmou que a reforma laboral representa uma ameaça aos direitos dos trabalhadores e que, se aprovada, poderá retirar conquistas já alcançadas. Mourão destacou que as propostas em discussão precisam de ser revistas, uma vez que as “traves mestras” do Governo não têm sido alteradas.
O Presidente da República, António José Seguro, também se pronunciou sobre a precariedade laboral, defendendo que o trabalho deve garantir condições de vida dignas. Em sua mensagem, alertou que “a precariedade não é uma lei da natureza” e que o trabalho deve ser suficiente para cobrir as necessidades básicas das famílias.
Luís Montenegro, primeiro-ministro, reafirmou que o Governo não abandonará as suas convicções em matéria laboral, afirmando que já cedeu em várias questões. Por outro lado, José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, desafiou o primeiro-ministro a reconsiderar a reforma laboral, considerando-a ofensiva para os trabalhadores mais vulneráveis.
A convocação da greve geral para 3 de junho foi também comentada por André Ventura, presidente do Chega, que a considerou um sinal do “fracasso do Governo” nas negociações da reforma laboral. Ventura criticou o pacote apresentado, argumentando que não traz melhorias significativas para a economia ou para os trabalhadores.
No partido Livre, a deputada Patrícia Gonçalves expressou preocupação com o rumo das negociações, enquanto o Bloco de Esquerda apelou à mobilização para a greve, afirmando que é crucial que todos os trabalhadores se unam contra o pacote laboral.
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reforma laboral Nota: análise relacionada com reforma laboral.
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Fonte: Sapo





