Quase 40% dos jovens em Portugal têm contratos temporários

A precariedade laboral é uma realidade alarmante entre os jovens em Portugal. De acordo com um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, cerca de 40% dos trabalhadores com menos de 30 anos no país têm contratos temporários. Este fenómeno não é exclusivo de Portugal, mas o país ocupa o quarto lugar na União Europeia em termos de trabalho precário entre os jovens. Apenas a Polónia, França e os Países Baixos apresentam percentagens superiores.

Em toda a União Europeia, aproximadamente 13% dos trabalhadores por conta de outrem, o que equivale a cerca de 23 milhões de pessoas, estão em regime de trabalho temporário. Portugal, juntamente com os Países Baixos, Polónia, França e Espanha, destaca-se entre os cinco Estados-membros com as taxas mais elevadas de contratos temporários, com 15,1% dos trabalhadores a viver esta situação.

Outro dado relevante é que, em 2025, 19,2% dos trabalhadores estrangeiros na UE estavam em emprego temporário, em comparação com apenas 12% entre os trabalhadores nacionais. Portugal apresenta uma das maiores disparidades nesta área, com quase 34% de trabalhadores estrangeiros em contratos temporários, em contraste com cerca de 14% de trabalhadores nacionais.

Além da precariedade, o estudo também revela informações sobre o trabalho a tempo parcial. Na União Europeia, 18,8% dos trabalhadores estão nesta situação, mas Portugal apresenta uma das taxas mais baixas, com apenas 8,1%. Esta situação é particularmente notável quando comparada a países como os Países Baixos, onde a proporção de trabalho a tempo parcial atinge 43,8%. Em Portugal, a diferença de género no trabalho a tempo parcial é menos acentuada do que na média europeia.

No que diz respeito ao trabalho por conta própria, Portugal está alinhado com a média da UE, com 14,7% dos trabalhadores nesta categoria. A Grécia, por outro lado, apresenta a maior proporção, com 25,2%. O trabalho à distância também é uma realidade crescente, com 23,1% dos trabalhadores na UE a praticarem teletrabalho, enquanto em Portugal este número é ligeiramente inferior, fixando-se em 21,3%.

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Em termos salariais, o salário mínimo nacional em Portugal foi fixado em 920 euros para 2026, um aumento significativo em relação ao ano anterior, superando a taxa de inflação. Historicamente, o salário mínimo em Portugal mais do que triplicou desde 1995, refletindo uma evolução positiva, embora ainda haja grandes disparidades salariais entre os diferentes países da UE.

Leia também: A evolução dos salários mínimos na União Europeia e as suas implicações.

contratos temporários contratos temporários Nota: análise relacionada com contratos temporários.

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Fonte: Sapo

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