A Galp anunciou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do Brasil autorizou a união dos campos petrolíferos de Berbigão e Sururu, onde a empresa tem participação. Esta informação foi divulgada através de um comunicado enviado ao mercado na segunda-feira.
Na nota publicada no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Galp referiu que a ANP aprovou os acordos de unitização para as acumulações de Berbigão e Sururu, localizadas na Bacia de Santos. Estes acordos foram apresentados pelo consórcio BM-S-11A em 2018, em parceria com a Petrobras, uma vez que as acumulações se estendem além dos limites do bloco BM-S-11A.
Com a aprovação, a Galp, que detém uma participação de 10% no BM-S-11A, manterá 6,450% das acumulações de Berbigão e 9,497% das acumulações de Sururu, com efeito a partir de maio de 2026. É importante notar que ambos os campos estão em produção desde 2019.
A empresa também indicou que este processo de união dos campos petrolíferos irá gerar negociações entre as partes, considerando as despesas de capital já incorridas pelos parceiros em relação à sua participação inicial e aos lucros líquidos recebidos. Contudo, a Galp sublinhou que não se esperam ajustamentos nas suas demonstrações financeiras, uma vez que já refletem os resultados das unitizações desde o terceiro trimestre de 2022. Além disso, não haverá alterações nas orientações de produção e nas projeções financeiras da Galp, que já consideravam esses resultados.
Segundo a ANP, a unitização é um processo utilizado quando reservatórios ou jazidas se estendem por mais de um bloco exploratório, sendo os recursos muitas vezes detidos por mais de uma empresa. Nestas situações, é essencial que as diferentes empresas trabalhem em conjunto para otimizar a produção dos recursos compartilhados, evitando uma concorrência excessiva que poderia prejudicar a exploração.
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Fonte: ECO





