O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que Lisboa apresenta atualmente níveis de criminalidade inferiores aos do passado, desafiando as perceções de insegurança que têm circulado na sociedade portuguesa. Durante um encontro promovido pela Polícia Municipal, o governante recordou que, nas décadas de 1980 e 1990, bem como no final da década de 2000, a capital enfrentou um cenário muito mais grave em termos de criminalidade.
Neves destacou que, em 2008 e 2009, Lisboa, Setúbal e Porto registaram cerca de 900 ataques anuais, incluindo assaltos a bancos e postos de combustíveis, muitos dos quais resultaram em mortes. “Hoje, porventura, não temos 10% desses crimes que ocorreram nesses anos de chumbo”, afirmou, sublinhando a importância de não manipular os dados para criar uma falsa sensação de caos.
O ministro enfatizou que a sua missão é promover o respeito pela diversidade humana, independentemente da raça, origem ou orientação. Neste contexto, a Polícia Municipal desempenha um papel crucial, uma vez que está mais próxima das dinâmicas locais e conhece bem as comunidades que serve. Luís Neves elogiou a valorização da carreira dos polícias municipais e a possibilidade de recrutar cidadãos que tenham um conhecimento profundo do território.
“Queremos profissionais que conheçam os rostos de cada bairro”, disse, referindo que cada polícia municipal é um especialista em convivência urbana e moderação. O governante também clarificou as funções das várias forças de segurança, afirmando que a Polícia Municipal deve focar-se no acompanhamento do quotidiano urbano, permitindo que a PSP e a GNR se concentrem nas suas funções específicas.
O futuro da segurança em Lisboa, segundo Neves, passa por garantir modelos mais adequados e uma presença mais próxima das populações. Recentemente, o ministro anunciou um foco maior na sinistralidade e segurança rodoviária, defendendo uma política que aborde as zonas urbanas, onde os acidentes com feridos graves estão acima da média europeia.
“A segurança do espaço urbano não se limita à prevenção da criminalidade”, frisou, acrescentando que é vital dar atenção à sinistralidade em meio urbano. Luís Neves acredita que Lisboa tem potencial para se tornar uma cidade de referência em segurança rodoviária. O regresso da Brigada de Trânsito foi também mencionado, com o ministro a garantir que a criação desta unidade não comprometerá as competências da PSP.
“Reduzir a sinistralidade é uma responsabilidade coletiva”, concluiu, reafirmando o compromisso do governo em promover uma cidade mais segura para todos os cidadãos.
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Fonte: Sapo





