Os seis maiores bancos de Espanha, incluindo o Santander, BBVA, CaixaBank, Sabadell, Bankinter e Unicaja, reportaram lucros recorde de 10.814,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa um aumento significativo de 27,42% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme revelado nos resultados apresentados à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.
O crescimento dos lucros dos bancos espanhóis deve-se, em grande parte, a um aumento nas receitas e nos volumes de negócios. Além disso, a venda da filial polaca do Santander contribuiu de forma decisiva para este resultado, gerando uma mais-valia de 1.895 milhões de euros. Esta operação foi um dos fatores-chave que impulsionaram os resultados trimestrais.
Entre os seis bancos, apenas o Sabadell não conseguiu aumentar os seus lucros em relação ao primeiro trimestre de 2025. O banco registou uma queda de 29,1%, com lucros a fixarem-se em 347 milhões de euros. O Sabadell atribuiu esta descida à redução da margem de juros, que é a diferença entre os juros pagos e cobrados, num ambiente de descida das taxas. Além disso, o banco enfrentou menores comissões e custos extraordinários relacionados com um programa de reformas.
O Sabadell também mencionou um impacto de 15 milhões de euros em despesas não recorrentes, resultantes de flutuações da libra esterlina, ligadas à venda do TSB, o banco que possuía no Reino Unido, num negócio que foi concluído recentemente.
Por outro lado, os restantes cinco grandes bancos espanhóis apresentaram resultados positivos no primeiro trimestre. O Santander destacou-se com um aumento de 60,3% nos lucros, que ascenderam a 5.455 milhões de euros. O BBVA registou um crescimento de 10,8%, totalizando 2.989 milhões de euros, enquanto o CaixaBank, que é proprietário do BPI em Portugal, viu os seus lucros aumentarem em 7%, alcançando 1.572 milhões de euros. O Bankinter e o Unicaja também apresentaram resultados positivos, com aumentos de 7,6% e 1,4%, respetivamente.
Estes resultados demonstram a resiliência e a capacidade de adaptação dos bancos espanhóis num ambiente económico em constante mudança. A presença do Santander, BBVA, CaixaBank e Bankinter no mercado português reforça a importância destes grupos na economia ibérica.
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Fonte: ECO





