Candidatos lusófonos nas eleições autárquicas do Reino Unido

Nesta quinta-feira, mais de duas dezenas de candidatos de origem lusófona estão a concorrer às eleições autárquicas em várias regiões de Inglaterra. Esta participação crescente reflete o envolvimento da comunidade portuguesa na política local, com candidatos que vão desde estreantes a figuras já conhecidas.

Em Lambeth, no sul de Londres, Diogo Costa e Pedro Xavier disputam a zona de Oval, que abriga o bairro conhecido como “Little Portugal”. Diogo Costa, engenheiro informático de 27 anos e eleito pelo Partido Trabalhista em 2022, recandidata-se para continuar o seu trabalho na melhoria dos espaços públicos. “Consegui concretizar algumas coisas para a área local”, afirmou, destacando um mural dedicado ao “Little Portugal” como um dos seus projetos.

Por outro lado, Pedro Xavier, empresário de 48 anos e candidato pela primeira vez pelos Liberais Democratas, critica a gestão do Partido Trabalhista na Câmara de Lambeth. “Acho que deve existir uma representatividade portuguesa para poder, educadamente, bater o pé”, disse, esperando beneficiar do descontentamento com o governo atual.

Em Crawley, Nicolene Ascenso, de 46 anos, estreia-se pelo Partido Trabalhista. Com raízes familiares na Madeira, ela expressa preocupação com questões como o custo de vida e a segurança. “A representação política é importante para que as comunidades se sintam incluídas”, sublinhou. Além dela, outras duas candidatas lusodescendentes, Laura Gomes Menezes e Carolina Isabel Rodrigues Braga, concorrem pelos Verdes.

Watford também tem uma candidata lusófona, Sandra Mano, que se apresenta pela primeira vez na política britânica. Natural de Barcelos e com 42 anos, ela acredita que a comunidade portuguesa deve ter uma voz mais ativa, especialmente face ao avanço de partidos de extrema-direita.

André Soares, professor universitário em Coventry, concorre pela quinta vez. “O meu interesse por política é antigo e começou ainda em Portugal”, afirmou, reconhecendo que a sua nacionalidade não é um fator determinante na sua campanha.

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Luís Machado, programador de videojogos de 27 anos, é candidato pelos Verdes em Guildford. Ele acredita que a sua geração não se revê nos partidos tradicionais e vê os Verdes como uma esperança para um futuro melhor. “O panorama político britânico está a passar por grandes mudanças”, destacou.

Carla Barreto, candidata independente em Norfolk, decidiu avançar por sentir que as pessoas estão descontentes com os partidos tradicionais. “Candidatei-me porque as pessoas me pediram”, disse, referindo-se ao avanço do Reform UK na região.

Rafael Costa, de 40 anos e profissional de vendas, também se apresenta como independente em Birmingham, motivado pela frustração com o Partido Trabalhista. “Acho que vai ser interessante ter mais vozes a tentar mudar a cidade”, afirmou.

Por fim, Tiago Corais, de 47 anos e engenheiro na indústria automóvel, tenta um quarto mandato pelo Partido Trabalhista em Oxford. Ele reconhece que estas eleições são desafiadoras, dada a impopularidade do governo atual. “A realidade é que governar é muito mais difícil do que estar na oposição”, concluiu.

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Fonte: Sapo

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