O grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a estudar a possibilidade de cotar o Banco Comercial de Investimentos (BCI) na Bolsa de Valores de Moçambique. Esta análise foi realizada numa reunião entre o CEO da CGD, Paulo Macedo, e o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo. Durante o encontro, Macedo sublinhou a importância da presença da CGD em Moçambique, mesmo em tempos de dificuldades económicas e geopolíticas.
“Estamos em Moçambique nos bons e nos momentos menos bons. A Caixa percebe que é nestes momentos que deve afirmar a sua presença”, afirmou Paulo Macedo. O CEO da CGD destacou que a cotação do BCI na bolsa poderia ser uma forma de fortalecer o banco e melhorar os serviços prestados à população e às empresas moçambicanas.
Além da cotação, a reunião abordou também a possibilidade de estabelecer concessões para investimentos entre Portugal e Moçambique, com o intuito de apoiar a cooperação bilateral. Macedo reafirmou o compromisso da CGD em manter-se como acionista do BCI, um interesse já manifestado anteriormente, especialmente após a intenção do banco BPI de vender a sua participação no BCI.
O Banco Comercial de Investimentos, que possui um capital social de 10 mil milhões de meticais (cerca de 138 milhões de euros), é maioritariamente detido pela Caixa Participações, uma entidade do grupo CGD, que detém 51% do banco. O BPI é o segundo maior acionista, com 35,67%, enquanto a CGD detém diretamente 10,51%. Em 2024, o BCI contava com 2.712 trabalhadores.
A cotação do Banco Comercial de Investimentos na bolsa poderia não só aumentar a transparência e a atratividade do banco, mas também contribuir para o desenvolvimento do sector financeiro em Moçambique. A CGD parece determinada a continuar a sua missão de apoiar o crescimento económico do país, mesmo face a desafios.
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Banco Comercial de Investimentos Banco Comercial de Investimentos Nota: análise relacionada com Banco Comercial de Investimentos.
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Fonte: ECO





