A Lufthansa está confiante de que a aquisição da TAP permitirá à companhia aérea alemã aumentar a sua competitividade na América do Sul, um mercado onde atualmente se sente em desvantagem em relação aos seus rivais europeus. Carsten Spohr, presidente-executivo da Lufthansa, afirmou que “com a TAP, vamos ser tão fortes como os outros” na região. A companhia vê o Brasil como um mercado promissor, dado o seu grande número de habitantes, e acredita que a combinação das marcas Swiss, Lufthansa e TAP resultará numa posição robusta.
Spohr também reafirmou o compromisso da Lufthansa com a TAP, assegurando que “o nosso interesse na TAP não mudou”. Além da aquisição da companhia portuguesa, a Lufthansa planeia abrir uma unidade de manutenção e reparação em Santa Maria da Feira, num investimento que ascende a 300 milhões de euros. Este projeto inclui ainda a criação de uma escola de pilotos para a Força Aérea alemã, sublinhando a importância de Portugal como parceiro estratégico.
A Lufthansa enfrenta, no entanto, desafios financeiros, prevendo um aumento de 1,7 mil milhões de euros nos custos com combustíveis devido à escalada dos preços do jet-fuel, impulsionada pela instabilidade no Médio Oriente. Embora a companhia tenha registado uma perda operacional de 612 milhões de euros no primeiro trimestre, esta foi uma melhoria em relação à perda de 722 milhões de euros do ano anterior.
Apesar dos desafios, a Lufthansa mantém a previsão de um lucro operacional de quase 2 mil milhões de euros para este ano. A empresa acredita que conseguirá aliviar a pressão financeira através do aumento das receitas com a venda de bilhetes, da otimização da rede de voos e de medidas de redução de custos. O CEO Carsten Spohr destacou que a procura por voos está a aumentar, especialmente nos hubs da Lufthansa, como resultado da situação no Médio Oriente.
A Bernstein, uma empresa de análise financeira, aponta que a resiliência da Lufthansa se deve às suas margens robustas. No entanto, o analista Alex Irving adverte que a visibilidade sobre as margens nos últimos trimestres ainda não é clara. Em contrapartida, a concorrente Air France-KLM ajustou as suas previsões para o resto do ano, devido aos elevados preços do combustível.
A Lufthansa tem como objetivo aumentar as suas margens de lucro de 8% para 10% entre 2028 e 2030. Para lidar com a escassez de combustível, a companhia já eliminou 20 mil voos este verão, uma medida que visa limitar a capacidade e garantir a sustentabilidade financeira.
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Fonte: Sapo





