A Embraer, a reconhecida fabricante aeronáutica brasileira, anunciou receitas de 7,6 mil milhões de reais, o que equivale a cerca de 1,2 mil milhões de euros, no primeiro trimestre de 2026. Este valor representa um aumento de 18% em comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando-se como o melhor resultado para um primeiro trimestre na história da empresa.
O crescimento foi impulsionado por áreas como Defesa e Segurança, que registou um aumento de 47%, e Aviação Comercial, com um crescimento de 32%. O EBITDA ajustado da Embraer atingiu 488,6 milhões de reais (77,3 milhões de euros), resultando numa margem de 6,4%, superior aos 5,6% do ano passado. No entanto, a empresa enfrentou custos adicionais, com tarifas de importação nos EUA a totalizarem 13 milhões de dólares (cerca de 11,5 milhões de euros), impactando os seus resultados operacionais.
Durante o primeiro trimestre, a Embraer entregou um total de 44 aeronaves, incluindo 10 jatos comerciais, 29 executivos e cinco militares, o que representa um aumento de 47% em relação às 30 entregues no mesmo período de 2025. A carteira de encomendas firmes da empresa atingiu um recorde de 32,1 mil milhões de dólares (28,4 mil milhões de euros), um crescimento superior a 20% face ao ano anterior.
Na área de Defesa e Segurança, a Embraer entregou à Força Aérea Portuguesa uma aeronave KC-390 Millennium e um avião A-29 Super Tucano. Até ao momento, Portugal já recebeu quatro das seis aeronaves KC-390 contratadas, com duas ainda por entregar. No programa A-29 Super Tucano, cinco das 12 aeronaves encomendadas já foram entregues, restando sete por receber.
Na divisão de Aviação Comercial, a Embraer reportou receitas de 293 milhões de dólares (259 milhões de euros), um aumento de 45% em relação ao ano anterior, impulsionado por um aumento nas vendas e nos preços. A Aviação Executiva também teve um desempenho positivo, com receitas de 418 milhões de dólares (370 milhões de euros), um crescimento de 30% face ao mesmo trimestre de 2025. A divisão de Serviços e Suporte alcançou receitas de 490 milhões de dólares (434 milhões de euros), uma subida de 15%, sustentada por um aumento em todos os segmentos, especialmente em Defesa e Segurança.
A Embraer manteve as suas previsões para 2026, esperando receitas entre 8,2 mil e 8,5 mil milhões de dólares (7,3 mil e 7,5 mil milhões de euros) e entregas de até 85 aeronaves comerciais. O fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a subsidiária Eve, foi negativo em 2,4 mil milhões de reais (380 milhões de euros), devido ao aumento de inventários para suportar as entregas futuras.
A posição de caixa consolidada da Embraer ao final de março era de 12 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros). A empresa continua a ser um líder mundial na fabricação de aeronaves comerciais de até 150 lugares, com uma vasta rede de clientes e operações em várias partes do mundo, incluindo uma presença significativa em Portugal, onde detém 65% da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal.
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Fonte: ECO





