A procura por rede elétrica nas áreas de maior demanda sofreu uma queda drástica de 90% após a REN (Redes Energéticas Nacionais) implementar novas regras. Esta mudança visa distinguir entre o interesse genuíno de promotores e a especulação no setor.
João Conceição, administrador operacional da REN, explicou que é crucial diferenciar os pedidos efetivos dos especulativos. “Muitos pedidos, devido a dificuldades económicas ou de licenciamento, não se concretizarão”, afirmou. Esta nova abordagem pretende evitar que a capacidade de injeção de energia fique em espera sem se concretizar.
A REN propõe uma mudança no modelo de atribuição de capacidade, passando do tradicional “primeiro a chegar, primeiro a ser servido” para um sistema de “primeiro pronto, primeiro servido”. Este ajuste visa garantir que apenas aqueles que estão realmente preparados para utilizar a rede elétrica tenham acesso a ela.
Conceição exemplificou a situação atual, revelando que, inicialmente, havia um interesse potencial de 46 gigawatts, que corresponde a cinco vezes a capacidade de consumo nacional de 10 gigawatts. Contudo, com a introdução de novas obrigações, esse número caiu para apenas 4 gigawatts. “É necessário um filtro para separar quem realmente deseja ligar-se à rede elétrica”, defendeu.
Esta iniciativa da REN não só procura regular o acesso à rede elétrica, mas também pretende proteger um recurso que se tornou escasso e valioso. A medida reflete a necessidade de um equilíbrio entre a oferta e a procura, assegurando que a capacidade disponível seja utilizada de forma eficiente e responsável.
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rede elétrica Nota: análise relacionada com rede elétrica.
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Fonte: Sapo





