A EDP anunciou a renovação da sua concessão de distribuição de energia em 28 municípios do estado de São Paulo por mais 30 anos. O contrato, assinado em Brasília, prevê um investimento significativo de 5 mil milhões de reais até 2030, representando um aumento de cerca de 30% em comparação com o período anterior, que se estende de 2019 a 2024.
Com esta renovação, a EDP continuará a fornecer energia a 2,2 milhões de clientes, incluindo residenciais, rurais e industriais, nas regiões de Guarulhos, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo até 2058. Este compromisso reforça a presença da EDP São Paulo no mercado energético brasileiro, onde a empresa já está integrada em praticamente todos os estados.
Os investimentos previstos para a modernização da infraestrutura energética em São Paulo incluem a digitalização do sistema, automação da rede e melhorias na resiliência da distribuição, especialmente em face de eventos climáticos extremos. A EDP revelou que, desde 2021, já investiu mais de 28 milhões de reais (aproximadamente 4,4 milhões de euros) em 102 projetos sociais, beneficiando mais de 500 mil pessoas na sua área de concessão.
A cerimónia de assinatura contou com a presença do Presidente do Brasil, Lula da Silva, e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Durante o evento “Sente a Energia: investimentos em energia e melhorias no Luz Para Todos”, o Governo brasileiro também renovou concessões com outros cinco grupos do setor energético.
João Brito Martins, presidente executivo da EDP na América do Sul, destacou a importância deste momento, sublinhando que a renovação da concessão representa um reforço do compromisso da EDP com o Brasil. “É um dia especial”, afirmou, recordando que a EDP já havia renovado uma concessão no Espírito Santo no ano passado.
A renovação da concessão foi possível graças a um decreto federal de 2024 que regulamentou a licitação e a prorrogação das concessões, estabelecendo diretrizes para a modernização dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica. Este novo regramento visa melhorar a qualidade do fornecimento de energia, que é fundamental para residências, comércios e áreas rurais.
O ministro Alexandre Silveira comentou que os contratos antigos, firmados no final da década de 1990, não exigiam critérios rigorosos em relação à qualidade do fornecimento de energia elétrica. Com a nova regulamentação, espera-se que a EDP e outras empresas do setor melhorem significativamente o serviço prestado aos consumidores brasileiros.
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Fonte: ECO





