Revolução da Pecuária Portuguesa: Oportunidades no Alentejo

A história da revolução da pecuária no Alentejo começa em Londres, onde Francisco Roque de Pinho, um português, e Joaquín Labella, um uruguaio, se conheceram. Ambos trabalhavam no centro financeiro da capital britânica, mas a busca por oportunidades de negócio levou-os a olhar para além das fronteiras europeias, especialmente para a América do Sul.

Francisco Roque de Pinho partilha que muitos investidores europeus realizam “investimentos mal-estruturados, o que é fatal em qualquer sítio, mas especialmente na América do Sul”. Assim, a dupla começou a ajudar investidores em projetos de energias renováveis no Peru, bem como em imobiliário e agricultura no Uruguai. Numa das herdades que geriam, descobriram que a prática de cultivo contínuo de soja estava a degradar os solos, levando-os a propor uma mudança radical: transformar a herdade numa exploração pecuária com até 6 mil cabeças de gado.

Com o financiamento assegurado, o projeto revelou-se um sucesso. O Uruguai, com uma vasta área de pastagens e uma tradição pecuária centenária, tornou-se o cenário ideal para a implementação de práticas mais eficientes. Francisco explica que, embora o país ainda utilize métodos tradicionais de pecuária, como os gaúchos a cavalo, a inovação estava a surgir: “Percebemos que estávamos a fazer pecuária/agricultura regenerativa sem sequer sabermos que existia esse conceito”.

Assim nasceu o The Land Group (TLG), que atualmente gere 20 mil hectares no Uruguai e agora está a expandir-se para a Península Ibérica. Francisco Roque de Pinho vê uma grande oportunidade para aplicar o modelo uruguai no Alentejo e na ‘dehesa’ em Espanha, onde a pecuária é realizada de forma pouco eficiente. O objetivo é angariar 100 milhões de euros junto de investidores, incluindo ‘Family offices’, para adquirir terras no Alentejo e implementar a transformação.

O grupo está em conversações com proprietários de terras que desejam um operador para gerir as suas propriedades e realizar a conversão para práticas mais sustentáveis. Francisco revela que têm estado a identificar herdades disponíveis para venda, um processo que exige dedicação, especialmente com o crescente interesse de investidores estrangeiros, incluindo instituições canadenses.

Leia também  Mercados mantêm estabilidade após recordes históricos

O Alentejo, desde o vale do Tejo até Castro Verde, é a principal área de interesse, mas também estão a considerar zonas em Portalegre e Castelo Branco. Em Espanha, as comunidades de Castilha-La Mancha, Castilha-Leão, Extremadura e Andaluzia estão na mira do TLG. Gonçalo Pereira Miguel, diretor de operações na Ibéria, sublinha que o objetivo é investir os 100 milhões nos próximos dois ou três anos, com a confiança de que o sucesso no Uruguai pode ser replicado.

A revolução da pecuária no Alentejo não é apenas uma oportunidade local; segundo Francisco, este modelo pode ser aplicado em qualquer país com atividade pecuária, incluindo França, Brasil e Argentina.

Leia também: O impacto da agricultura regenerativa na sustentabilidade.

pecuária no Alentejo pecuária no Alentejo pecuária no Alentejo Nota: análise relacionada com pecuária no Alentejo.

Leia também: Ljubomir Stanisic vende grupo 100 Maneiras a empresa internacional

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top