Crise na aviação pode afetar férias de verão em 2026

As férias de verão estão a aproximar-se, um período em que muitos portugueses planeiam viajar para relaxar e recarregar energias. Contudo, a crise na aviação, impulsionada por fatores geopolíticos e pela escassez de combustível, pode colocar em risco os planos de milhões de viajantes. A guerra em regiões distantes continua a ter repercussões nos nossos bolsos, e a crise energética que se avizinha poderá complicar ainda mais a situação.

Recentemente, foram cancelados 13 mil voos, representando cerca de 2 milhões de lugares, apenas em maio. Embora esses números possam parecer alarmantes, correspondem a apenas 1% do total de voos previstos. No entanto, especialistas como Natalia Losada, da Energy Aspects, alertam que os problemas poderão intensificar-se no final de junho, afetando alguns países europeus.

De acordo com dados da Cirium, entre junho e setembro, mais de 9 milhões de lugares em voos foram cancelados globalmente. A situação é preocupante, uma vez que os stocks de jet fuel na Europa, que normalmente rondam os 80 milhões de barris, deverão cair para cerca de 60 milhões até ao final de junho. Se a situação não se resolver, esse número poderá descer ainda mais, para 20 milhões de barris, após o verão.

Portugal apresenta uma situação relativamente favorável, com 80% do seu consumo de querosene para aviação a ser produzido na refinaria de Sines. António Costa Silva, especialista em energia, destaca que o país não depende tanto do abastecimento do Golfo Pérsico, o que o coloca numa posição mais confortável. No entanto, se a escassez de combustível se agravar, as repercussões poderão ser inevitáveis.

Apesar da crise na aviação, a TAP não planeia cancelar voos neste momento. Embora a Lufthansa tenha anunciado o cancelamento de 20 mil voos de curta duração, especialistas questionam se essa decisão se deve apenas à necessidade de poupança de combustível. Entre as companhias mais afetadas estão a Turkish Airlines, Air China, Emirates e United Airlines.

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Se a situação se deteriorar, Portugal poderá contar com o Brasil como uma alternativa para o fornecimento de jet fuel. O governo brasileiro já se mostrou disposto a ajudar, mas os preços também estão a subir, com a Petrobras a aumentar o preço do querosene em mais de 50% em abril.

A Comissão Europeia também está atenta à situação, avisando que o cancelamento de voos sem circunstâncias extraordinárias poderá resultar em reembolsos obrigatórios. O comissário europeu Apostolos Tzitzikostas sublinhou que as companhias aéreas não devem brincar com a situação.

O aumento dos custos de operação está a pressionar as companhias aéreas, que tradicionalmente obtêm lucros significativos no terceiro trimestre. A TAP, por exemplo, depende desses lucros para compensar perdas em outros períodos. Os preços dos bilhetes já começaram a subir, com a TAP a aumentar os valores entre 18 a 47 euros, e outras companhias como a Air France-KLM a seguirem o mesmo caminho.

Os preços do jet fuel na Europa dispararam mais de 100% em comparação com o ano anterior, alcançando os 187 dólares por barril. Embora o preço do petróleo tenha recuado ligeiramente, a crise na aviação continua a ser uma preocupação premente para os viajantes e para as companhias aéreas.

Leia também: O impacto da crise energética nas viagens aéreas.

crise na aviação crise na aviação Nota: análise relacionada com crise na aviação.

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Fonte: Sapo

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