Chega critica PSD por recusar inquérito à Operação Influencer

O presidente do Chega, André Ventura, manifestou-se esta segunda-feira contra a decisão do PSD de não viabilizar uma comissão de inquérito à Operação Influencer, considerando os motivos apresentados como “fúteis”. Ventura questionou o que poderá estar a preocupar o partido de Luís Montenegro, sublinhando que a proposta será levada a votação no Parlamento a partir de setembro.

“Não vou permitir que outros assuntos desviem a atenção do que realmente importa: o maior partido do Parlamento, o PSD, decidiu não aceitar uma comissão de inquérito, mesmo sabendo que existem suspeitas graves que levaram à queda de um governo de maioria absoluta”, afirmou Ventura aos jornalistas. O Chega formalizou a proposta de inquérito no domingo, com o objetivo de investigar a intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos relacionados com o lítio, hidrogénio e o centro de dados de Sines.

A recusa do PSD em apoiar a comissão foi anunciada por uma fonte da direção da bancada, que defendeu que “a política não deve invadir o espaço que cabe à justiça”. Ventura, no entanto, considera que esta decisão reflete uma “cultura de proteção mútua” entre os principais partidos, referindo-se tanto ao PSD como ao PS. “Se queremos combater a corrupção de forma séria, temos que levar isto a sério. O que é que o PSD tem a temer?”, questionou.

O Chega propõe que a comissão se chame “Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar para avaliação da intervenção e eventual responsabilidade de membros do XXIII Governo Constitucional e de outros titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos, com referência aos factos investigados no âmbito da Operação Influencer”. A iniciativa visa apurar a extensão da intervenção de António Costa em três projetos: a exploração de lítio nas minas do Romano e do Barroso, a produção de energia a partir de hidrogénio em Sines e a construção de um data center da Start Campus na Zona Industrial e Logística de Sines.

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André Ventura já havia anunciado esta proposta a 1 de maio, após a divulgação de informações que indicavam que António Costa tinha discutido o projeto Start Campus com o amigo Diogo Lacerda Machado. Esta conversa contradiz a versão apresentada pelo ex-primeiro-ministro em novembro de 2023, quando garantiu que “nunca, em circunstância alguma”, tinha falado com Lacerda Machado sobre o projeto.

A insistência do Chega em criar uma comissão de inquérito à Operação Influencer reflete a crescente pressão sobre os partidos para que se responsabilizem por ações passadas e garantam transparência nas suas intervenções. A expectativa é que a proposta seja debatida na próxima sessão legislativa, em setembro.

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Operação Influencer Nota: análise relacionada com Operação Influencer.

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Fonte: ECO

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