Netanyahu critica UE por sanções a colonos israelitas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou hoje a sua indignação em relação à União Europeia (UE), acusando-a de “falência moral” após a imposição de sanções a colonos israelitas extremistas envolvidos em atos de violência contra palestinianos na Cisjordânia ocupada. Netanyahu afirmou que, enquanto Israel e os Estados Unidos se empenham na luta contra o extremismo, a UE faz um paralelo “falso” entre cidadãos israelitas e terroristas do Hamas.

As sanções visam sete colonos extremistas e suas organizações, além de 12 membros do movimento islamita palestiniano Hamas. Esta decisão foi parte de um acordo político da UE que já havia sido discutido anteriormente. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, também criticou a medida, reiterando o compromisso de Israel em apoiar o direito dos judeus de se estabelecerem na sua pátria histórica.

A ONG israelita Paz Agora revelou uma lista que inclui quatro organizações associadas a colonos e três líderes de colonatos judaicos na Cisjordânia, todos ligados a atos de violência e pilhagem contra os palestinianos. Entre os alvos das sanções, destaca-se Daniella Weiss, fundadora da organização de extrema-direita Nachala, bem como os movimentos Amana e Regavim, que defendem os interesses dos colonatos.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, cofundador da Regavim, criticou a UE, afirmando que a “hipocrisia europeia atingiu níveis sem precedentes” e que Israel não será forçado a adotar uma política que considere prejudicial ao seu futuro. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, esclareceu que a proposta de sanções já estava em discussão há algum tempo, mas foi bloqueada pelo anterior governo húngaro.

A Cisjordânia, um território palestiniano sob ocupação israelita desde 1967, tem sido palco de violência constante. De acordo com dados das Nações Unidas, desde o início da guerra na Faixa de Gaza em outubro de 2023, até abril de 2026, foram mortos 1.088 palestinianos, incluindo 238 crianças. Deste total, 42 faleceram nos primeiros quatro meses de 2026, sendo 13 vítimas de colonos e 30 de forças israelitas.

Leia também  KWAN nomeia Ana Morais como nova responsável de Marketing

As deslocações forçadas de palestinianos têm aumentado, afetando mais de 40 mil pessoas nos últimos três anos, conforme relatórios da agência da ONU para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), que enfrenta restrições por parte de Israel. Leia também: A situação na Cisjordânia e o impacto das sanções.

sanções a colonos sanções a colonos sanções a colonos sanções a colonos Nota: análise relacionada com sanções a colonos.

Leia também: Transparência salarial em Portugal: o que muda até 2026

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top