PSD rejeita inquérito do Chega sobre Operação Influencer

O PSD anunciou que não dará seguimento à proposta do Chega para a criação de uma comissão de inquérito sobre a Operação Influencer. O partido defende que a política não deve intervir em questões que estão a ser tratadas pela justiça, especialmente quando se trata de uma investigação em curso e que se encontra sob segredo de justiça.

Uma fonte da direção da bancada do PSD afirmou à Lusa que “não se deve viabilizar uma CPI que pode prejudicar as investigações”. Os sociais-democratas consideram que a responsabilidade e o sentido de Estado devem prevalecer, e que a política não deve ser usada para satisfazer interesses partidários. Além disso, acreditam que esta é uma visão partilhada pela maioria dos portugueses.

Na atual sessão legislativa, o Chega já utilizou o seu direito de criar uma comissão de inquérito relacionada com os negócios dos incêndios rurais. Assim, para que a proposta sobre a Operação Influencer pudesse avançar, seria necessária a aprovação da maioria dos deputados, ou seja, 116 votos. Com a oposição do PSD, essa possibilidade torna-se praticamente inviável, uma vez que a configuração parlamentar atual exige o apoio de pelo menos dois dos três maiores partidos: PSD, PS e Chega.

O Chega apresentou hoje a proposta para a constituição de um inquérito parlamentar à Operação Influencer, com o objetivo de avaliar a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos relacionados com o lítio, o hidrogénio e o centro de dados de Sines. A proposta sugere que a comissão se chame “Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar para avaliação da intervenção e eventual responsabilidade de membros do XXIII Governo Constitucional e de outros titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos, com referência aos factos investigados no âmbito da Operação Influencer”.

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O partido liderado por André Ventura pretende investigar a extensão da intervenção de António Costa em três projetos específicos: a exploração de lítio nas minas do Romano e do Barroso, o projeto de produção de energia a partir de hidrogénio em Sines e a construção de um data center da Start Campus na Zona Industrial e Logística de Sines. O Chega também quer apurar a natureza e extensão da intervenção de outros membros do governo, mesmo aqueles que ocuparam cargos anteriores.

A proposta estabelece um prazo de funcionamento de 120 dias e inclui a avaliação da legalidade dos atos praticados por António Costa e outros governantes nos processos em questão. O Chega critica a demora da investigação da Operação Influencer, salientando que, passados cerca de dois anos e meio desde que o caso se tornou público, ainda não há uma data prevista para o encerramento do inquérito.

Esta iniciativa foi anunciada a 1 de maio por André Ventura, após notícias que indicavam que António Costa teria conversado com Diogo Lacerda Machado sobre o projeto Start Campus, contradizendo a versão apresentada pelo ex-primeiro-ministro em novembro de 2023, onde afirmava que “nunca, em circunstância alguma”, tinha falado sobre o projeto.

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Fonte: ECO

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