As agências de rating DBRS e Fitch anunciaram recentemente a subida dos ratings do Banco Montepio, um sinal positivo para a instituição financeira. A DBRS elevou o rating de longo prazo do emitente e da dívida sénior do banco para BBB, consolidando assim a sua posição na categoria de investimento. Este upgrade foi comunicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Além da subida do rating de longo prazo, a DBRS também melhorou a classificação dos depósitos para BBB (high) e ajustou os ratings de curto prazo e da dívida subordinada, alterando a perspetiva para positiva. Esta mudança reflete uma expectativa otimista em relação ao futuro do Banco Montepio.
A DBRS fundamentou a sua decisão destacando o progresso do banco na redução do risco do balanço e a melhoria do perfil de risco da sua carteira. O reforço da capitalização e a capacidade de gerar resultados consistentes, mesmo num ambiente de normalização gradual das taxas de juro, foram também mencionados como fatores importantes.
A agência sublinhou ainda a redução significativa dos ativos não produtivos e a geração orgânica de capital, bem como a solidez do perfil de financiamento e liquidez do Banco Montepio. A instituição também possui uma base de depósitos estável e diversificada, o que contribui para a sua resiliência financeira. Desde março de 2023, a DBRS já elevou o rating do banco em seis níveis acumulados.
Por sua vez, a Fitch também subiu o rating dos depósitos do Banco Montepio para BBB+. Esta melhoria resulta da atualização da metodologia da Fitch, que agora aplica uma maior diferenciação entre os ratings de depósitos e da dívida sénior preferencial elegível para MREL, ou seja, os requisitos de fundos próprios e passivos elegíveis. A Fitch reconheceu um maior nível de proteção dos depósitos, fruto do regime de proteção existente em Portugal.
Estas atualizações das agências de rating são um sinal positivo para o Banco Montepio, que continua a trabalhar para fortalecer a sua posição no mercado. Leia também: Lucro do Montepio cai mais de 30% no arranque do ano.
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Fonte: ECO





