DGS esclarece sobre o Hantavírus e descarta risco em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou orientações sobre a gestão de potenciais casos suspeitos de Hantavírus, assegurando que o risco em Portugal se mantém “muito baixo”. A DGS não considera necessário implementar medidas preventivas a nível nacional.

Na nota publicada, a DGS explica que estas orientações visam auxiliar os profissionais de saúde na gestão de contactos relacionados com o surto de Hantavírus a bordo do navio cruzeiro MV Hondius. Este cruzeiro, que partiu do sul da Argentina, está associado a sete casos confirmados de infeção, dos quais três resultaram em óbito.

Um caso suspeito é definido como qualquer pessoa que tenha estado em um meio de transporte onde tenha ocorrido um caso confirmado de infeção por Hantavírus, ou que tenha estado em contacto com um passageiro ou membro da tripulação do MV Hondius e apresente sintomas como febre aguda, dores musculares, calafrios, dor de cabeça, ou sintomas gastrointestinais e respiratórios.

A DGS esclarece ainda que um caso provável é aquele que apresenta sinais e sintomas associados e uma ligação epidemiológica a um caso confirmado. Já um caso confirmado é aquele em que se detectam os ácidos nucleicos do Hantavírus através de testes laboratoriais.

A DGS também define o que constitui um ‘contacto’, referindo-se a pessoas que tenham estado expostas a um caso confirmado em período de transmissibilidade, que abrange interações que envolvam secreções respiratórias ou outros fluidos corporais.

As orientações da DGS foram elaboradas com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC). O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) deve ser acionado para garantir o transporte de casos suspeitos para os hospitais de referência, que incluem a Unidade Local de Saúde São José e a Unidade Local de Saúde São João.

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Apesar dos casos confirmados, a OMS e o ECDC garantem que o risco de Hantavírus para a população em geral é considerado baixo. A transmissão do Hantavírus ocorre geralmente através de roedores infetados, e a variante detectada no cruzeiro, o Hantavírus Andes, é rara, podendo, em algumas circunstâncias, ser transmitida de pessoa para pessoa.

Os sintomas iniciais da infeção são semelhantes aos da gripe, incluindo tosse, fadiga e dores de cabeça. A DGS reitera que, neste momento, não há necessidade de alarmar a população, uma vez que o risco permanece controlado.

Leia também: O que saber sobre o Hantavírus e a sua prevenção.

Leia também: DGS emite orientações sobre Hantavírus, risco em Portugal é baixo

Fonte: Sapo

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