O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu anular o registo da marca Obelix para armas de fogo, munições e explosivos, que havia sido concedido ao empresário polaco Michał Lubiński. Esta decisão foi um triunfo para a editora Les Éditions Albert René, responsável pela famosa série de banda desenhada Astérix e Obélix.
O caso remonta a 2022, quando o Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) permitiu o registo da marca Obelix em benefício de Lubiński, que é ativo no setor da defesa. A editora francesa contestou a decisão, argumentando que a sua marca era anterior e que o registo prejudicava o prestígio da marca Obelix.
O EUIPO, na altura, rejeitou o pedido da editora, alegando que a prova do prestígio da marca Obelix não estava devidamente fundamentada. No entanto, o Tribunal de Justiça considerou que a análise do EUIPO foi incompleta. O tribunal sublinhou que “o prestígio de uma marca deve ser apreciado à luz de todos os fatores pertinentes do caso concreto”.
Além disso, o Tribunal destacou que o EUIPO não avaliou adequadamente a ligação entre as duas marcas, o que poderia levar o público a associá-las e prejudicar a marca Obelix. A decisão do tribunal aponta que a apreciação do prestígio da marca Obelix não pode ser limitada a diferenças significativas entre os produtos e serviços em questão, mas deve considerar todos os fatores relevantes, incluindo o caráter distintivo da marca.
O tribunal também criticou a exclusão de provas que mostravam o uso da marca Obelix em combinação com o símbolo ®, que indica que se trata de uma marca registada. Essa associação, segundo o tribunal, não impede que o termo “Obelix” seja percebido como uma marca distinta que pode ter adquirido prestígio ao longo do tempo.
Com esta decisão, o Tribunal de Justiça da União Europeia reafirma a importância da proteção das marcas e o cuidado que deve ser tomado ao avaliar registos que possam causar confusão entre o público. A marca Obelix, com uma longa história e um forte reconhecimento, permanece assim protegida contra usos que possam comprometer a sua reputação.
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Fonte: ECO





