O Irão prepara-se para anunciar um novo mecanismo destinado a gerir o tráfego no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Segundo informações da televisão estatal iraniana, este sistema incluirá a cobrança de taxas para os navios que desejem atravessar a passagem, que é crucial para o transporte de petróleo.
Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, confirmou que apenas os navios comerciais e as entidades que cooperem com o Irão poderão beneficiar deste novo regime. As taxas cobradas visam compensar os serviços especializados que serão prestados no âmbito deste mecanismo.
A situação no Estreito de Ormuz tem gerado preocupações a nível global, uma vez que cerca de um quinto da produção mundial de petróleo transita por esta via. O bloqueio iraniano a esta passagem marítima tem perturbado os mercados internacionais, conferindo a Teerão uma posição estratégica significativa.
Além disso, a televisão estatal iraniana anunciou que vários países europeus estão em conversações com Teerão para obter autorização para a travessia do estreito. Embora não tenham sido divulgados os nomes dos países envolvidos, a informação indica que as negociações com a marinha dos Guardas da Revolução estão a avançar.
A tensão na região também é exacerbada pela posição dos Estados Unidos, que se opõem à cobrança de taxas por parte do Irão. O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem manifestado a sua desaprovação em relação a esta medida, enquanto o país mantém um bloqueio aos portos iranianos, mesmo com um cessar-fogo frágil em vigor desde 8 de abril.
Recentemente, o Irão autorizou a passagem de mais de 30 navios chineses pelo Estreito de Ormuz, reforçando a importância da China como principal importador de petróleo iraniano. Esta dinâmica revela a complexidade das relações internacionais na região e o impacto que as decisões do Irão podem ter nos mercados globais.
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Estreito de Ormuz Nota: análise relacionada com Estreito de Ormuz.
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Fonte: ECO





