A LVMH, o gigante do luxo, viu-se recentemente a desfazer-se de algumas marcas, incluindo a Marc Jacobs, vendida ao consórcio WHP Global/G-III. Além disso, a empresa está a considerar a venda da sua participação de 50% na marca de beleza Fenty Beauty e na vinícola Joseph Phelps Vineyards. Este movimento ocorre num contexto em que as receitas do grupo caíram 6% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o ano anterior, levando a uma crescente preocupação entre investidores sobre a sucessão de Bernard Arnault.
Arnault, que é o homem mais rico de França, tem 77 anos e já indicou que a sua saída da LVMH não será imediata, prevendo um período de sete a oito anos antes de passar a pasta. Contudo, durante a última assembleia geral, decidiu apresentar os seus cinco filhos, que estão a ser preparados para assumir papéis de liderança no futuro do grupo. Cada um deles teve a oportunidade de falar sobre as divisões que lideram, revelando um plano de sucessão que, embora ainda incipiente, começa a tomar forma.
Delphine Arnault, a filha mais velha, é a atual líder da Christian Dior Couture e tem um currículo impressionante na Louis Vuitton. Considerada a principal candidata para a sucessão, Delphine tem um papel central na moda, o segmento mais lucrativo da LVMH. Antoine Arnault, por sua vez, ocupa cargos importantes em comunicação e imagem, e é visto como um estratega essencial para o grupo.
Alexandre Arnault, o filho mais velho da segunda mulher de Bernard, é o deputy CEO da Moët Hennessy, uma das divisões mais desafiadoras da LVMH. Ele tem a tarefa de revitalizar as vendas de bebidas, um desafio significativo dado o atual cenário de consumo. Frédéric Arnault, por outro lado, é o CEO da Loro Piana e tem demonstrado habilidades de gestão que o colocam como um potencial sucessor.
Por último, Jean Arnault, o mais novo dos filhos, é diretor da divisão de relógios e tem sido elogiado por sua visão e inovação na relojoaria independente. Embora ainda não esteja no conselho executivo, o seu papel crescente na LVMH não passa despercebido.
A LVMH, que apresentou receitas de 80,8 mil milhões de euros e lucros de 17,8 mil milhões em 2025, continua a ser um dos maiores grupos de luxo do mundo, com 75 maisons sob a sua alçada. A sucessão de Bernard Arnault é um tema que gera grande interesse, e a forma como os seus filhos estão a ser preparados para o futuro do grupo é um sinal claro de que a LVMH está a pensar a longo prazo.
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Fonte: ECO





