Montenegro apresenta nova moção de estratégia ao PSD

Na próxima segunda-feira, o presidente do PSD, Luís Montenegro, entregará a terceira moção de estratégia à liderança do partido. Este documento, que se destina a orientar o PSD nos próximos dois anos, é particularmente relevante, uma vez que não há eleições à vista, a menos que o calendário eleitoral sofra alterações inesperadas.

O prazo para a apresentação das moções e candidaturas para as eleições diretas, agendadas para 30 de maio, termina na mesma data em que se completa um ano desde as segundas legislativas antecipadas, que Montenegro venceu. A nova moção de estratégia deve ser entregue até às 18:00, acompanhada de 1.500 assinaturas, e abrange o período até maio/junho de 2028.

Se não houver interrupções no calendário eleitoral, as próximas eleições regionais nos Açores estão previstas apenas para o outono de 2028. Em 2029, o ciclo eleitoral incluirá as eleições europeias, legislativas, autárquicas e regionais da Madeira. Assim, a moção de estratégia de Montenegro deverá focar-se nos desafios da governação, considerando que o PSD e o CDS-PP não têm maioria absoluta, num cenário parlamentar onde o Chega se tornou a segunda força, superando o PS.

As duas moções anteriores de Montenegro foram adaptadas a contextos imprevistos. A primeira, apresentada para as diretas de 28 de maio de 2022, enfatizava o papel do PSD na oposição, após o PS ter obtido uma vitória com maioria absoluta em janeiro. Naquela moção, intitulada “Acreditar”, Montenegro afirmou que o PSD não seria cúmplice da permanência do PS no poder e rejeitou qualquer diálogo com partidos como o Chega.

Contudo, a situação política mudou rapidamente. Um ano e meio depois, o governo de António Costa demitiu-se, levando o PSD de volta ao poder em abril de 2024. A segunda moção de estratégia, apresentada em agosto de 2024, visava vencer as autárquicas de 2025 e apoiar uma candidatura presidencial abrangente em 2026.

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Apesar dos compromissos assumidos, como o combate à corrupção e a redução de impostos, a possibilidade de novas eleições antecipadas não foi abordada. Questões como a introdução do voto aos 16 anos e a revisão da Lei de Financiamento dos Partidos continuam sem solução.

Seis meses após a entrega da segunda moção, o governo de Montenegro demitiu-se devido à rejeição de uma moção de confiança. O PSD voltou a vencer eleições em maio de 2025, aumentando o número de deputados. Montenegro acredita que é possível cumprir a legislatura até ao fim, apresentando o governo como o “eixo central” da política, sem escolher um parceiro preferencial entre o PS e o Chega.

Recentemente, Montenegro anunciou a realização de diretas em maio, em vez de setembro, para coincidir com o aniversário da sua primeira eleição. Este anúncio foi visto como uma resposta a críticas internas, especialmente do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que afirmou não ser candidato a nada.

Luís Montenegro será novamente candidato único nas eleições diretas, com o 43.º Congresso do PSD agendado para 20 e 21 de junho em Anadia. Leia também: “PSD e os desafios da governação até 2028”.

moção de estratégia Nota: análise relacionada com moção de estratégia.

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Fonte: Sapo

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