A Comboios de Portugal (CP) lançou um concurso para a aquisição de 12 comboios de alta velocidade, com a possibilidade de adquirir mais oito unidades. O investimento total previsto é de 504 milhões de euros, o que corresponde a um custo de 42 milhões por cada comboio. Este valor inclui peças sobresselentes, ferramentas especiais e um período de manutenção de 24 meses.
O prazo para a entrega de propostas termina a 2 de julho, e a qualificação dos concorrentes deverá ser concluída em 44 dias, conforme comunicado do Ministério das Infraestruturas. O contrato deverá ser assinado no primeiro trimestre de 2027, com a expectativa de que o primeiro comboio chegue em 2031. Os restantes comboios serão entregues a um ritmo de uma unidade por mês, exceto durante o mês de agosto.
Os novos comboios de alta velocidade terão uma capacidade superior a 500 passageiros e serão adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, incluirão lugares para bicicletas, um sistema de infotainment, acesso a wi-fi, tomadas USB-C e um sistema de videovigilância, conforme indicado na nota enviada à comunicação social.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, destacou que o lançamento deste concurso reflete o compromisso do Governo em modernizar a CP, tornando-a mais competitiva e capaz de oferecer um serviço público de qualidade, eficiente e sustentável.
O preço base de 504 milhões de euros é sem IVA e, segundo o caderno de encargos, a revisão dos preços está ligada à evolução dos custos de produção industrial e mão-de-obra, utilizando indicadores do Eurostat. Contudo, existe uma fórmula que limita a atualização dos preços a uma variação máxima de 10%, tanto para aumentos como para diminuições.
O pagamento será realizado de forma faseada. O caderno de encargos estipula que 30% do valor será pago adiantado: 10% no início do contrato, 10% após 12 meses e 10% após 24 meses. Os restantes 70% serão pagos proporcionalmente à receção de cada comboio, até 2032.
Além disso, o fabricante dos comboios terá a responsabilidade de formar até 50 trabalhadores da CP, incluindo maquinistas, instrutores, técnicos de manutenção e especialistas em software. Os novos comboios também deverão ser compatíveis com a bitola ibérica, garantindo a sua integração na rede ferroviária existente.
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Fonte: ECO





