Em abril de 2026, Portugal registou uma subida significativa da inflação mensal, com um aumento de 1,9%, o que coloca o país entre os que mais aceleraram na Zona Euro. Este crescimento é quase quatro vezes superior ao da Alemanha, que viu a sua inflação mensal subir apenas 0,5%. O Eurostat, que confirmou estes dados, destaca que apenas Malta (+3,4%) e Chipre (+2,2%) superaram Portugal em termos de aumento da inflação.
A subida da inflação em Portugal pode ser atribuída a vários fatores, incluindo o impacto sazonal da Páscoa, que normalmente provoca um aumento na procura turística e, consequentemente, nos preços. Além disso, a guerra no Irão tem exercido pressão sobre os preços da energia, o que também contribui para a inflação em Portugal.
No que diz respeito à inflação homóloga, Portugal também se destaca, com uma taxa de 3,3% em abril, superior à média da Zona Euro, que se fixou em 3%. Em março, a inflação em Portugal era de 2,7%, e em abril do ano passado, apenas 2,1%. Estes números indicam uma tendência de aumento dos preços que afeta diretamente o custo de vida dos consumidores.
Os dados do Eurostat revelam que, ao excluir a energia, a inflação na Zona Euro foi de 2,2%, um aumento de 0,1 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Os serviços, a energia, e os alimentos e bebidas foram os principais responsáveis por esta subida. A inflação na União Europeia, por sua vez, atingiu 3,2% em abril, um aumento em relação aos 2,8% de março.
Enquanto a inflação em Portugal continua a ser uma preocupação, é importante notar que a situação varia bastante entre os diferentes países da União Europeia. A Suécia, por exemplo, registou a inflação mais baixa, com apenas 0,5%, enquanto a Roménia lidera com uma taxa alarmante de 9,5%.
Os números revelam um cenário complexo, onde a inflação em Portugal não apenas reflete as dinâmicas internas, mas também está intimamente ligada a fatores externos, como a guerra no Irão e as flutuações nos preços da energia. À medida que a situação evolui, será crucial acompanhar como estas variáveis continuarão a impactar a inflação em Portugal e na Zona Euro.
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Fonte: ECO





