Montenegro propõe suspensão parcial do acordo com Israel

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, classificou como “inaceitável” o tratamento dado por Israel a ativistas detidos, revelando que Portugal está a considerar a suspensão parcial do acordo de associação entre a União Europeia e Israel. Em declarações à RTP, Montenegro afirmou que esta situação é “absolutamente inaceitável” e que o país já manifestou a sua disponibilidade para discutir uma suspensão parcial do acordo com Israel nas próximas reuniões da União Europeia.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal também se pronunciou, condenando “veementemente” o comportamento do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha, caracterizando-o como uma violação da dignidade humana. O ministério sublinhou que o Governo português está em contacto constante com as autoridades israelitas para assegurar a libertação imediata dos cidadãos nacionais detidos, enfatizando que essa proteção se torna ainda mais urgente.

As declarações de Montenegro e do Ministério surgem após a divulgação de um vídeo pelo ministro Itamar Ben-Gvir, líder do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, onde os ativistas aparecem em condições degradantes, amarrados e ajoelhados. Ben-Gvir comentou a situação de forma provocativa, afirmando que “é assim que recebemos os apoiantes do terrorismo. Bem-vindos a Israel”.

Além disso, o Presidente da República, António José Seguro, recebeu os familiares dos dois portugueses detidos e garantiu que está a acompanhar de perto a situação. A proposta de suspensão do acordo com Israel reflete a crescente preocupação de Portugal em relação ao tratamento dos direitos humanos e à dignidade dos cidadãos.

Esta situação levanta questões sobre a eficácia dos acordos internacionais e a necessidade de um compromisso mais firme por parte da União Europeia em defender os direitos humanos. A suspensão do acordo com Israel poderá ser um passo significativo para que a comunidade internacional reforce a sua posição em relação a práticas que violam a dignidade humana.

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Fonte: ECO

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