Crédito Agrícola regista queda de 26,1% nos lucros no 1º trimestre

O Crédito Agrícola anunciou que, no primeiro trimestre de 2026, obteve um resultado líquido consolidado de 73,8 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 26,1% em comparação com os 99,8 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior. Esta queda é atribuída a uma redução da margem financeira e ao aumento de provisões e imparidades.

De acordo com o comunicado do banco, a margem financeira caiu 8,9%, totalizando 155,6 milhões de euros. O reforço de provisões e imparidades, que atingiu 0,7 milhões de euros, contrasta com a reversão líquida de 12,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025. O grupo explicou que esta decisão foi tomada num contexto de estabilização dos níveis de incumprimento e uma abordagem conservadora em relação a riscos emergentes, resultando num custo do risco de crédito de 0,01%.

Além disso, o resultado consolidado foi impactado por uma diminuição de 27,3% nos resultados de contratos de seguros, que totalizaram 18 milhões de euros, devido ao aumento dos custos com sinistros relacionados com as intempéries, como a tempestade Kristin. As seguradoras do grupo contribuíram negativamente para o resultado líquido, com a CA Seguros a registar um resultado líquido de -4 milhões de euros, em contraste com 1,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025.

O produto bancário também sofreu uma queda de 9,2%, fixando-se em 210,5 milhões de euros. Apesar disso, o Crédito Agrícola viu as comissões líquidas aumentarem 12,8%, atingindo 39,9 milhões de euros. Os custos operativos aumentaram 5,7%, totalizando 120,3 milhões de euros, o que resultou num rácio de eficiência de 57,1%, uma deterioração de 8 pontos percentuais.

No entanto, o grupo destacou a resiliência da sua atividade comercial, com um crescimento de 2,7% na carteira de crédito bruto a clientes, que atingiu 14.112 milhões de euros. O crédito à habitação foi um dos principais motores desse crescimento, com um aumento de 128,5 milhões de euros, marcando o oitavo trimestre consecutivo de crescimento neste segmento.

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O Crédito Agrícola também anunciou que, até março de 2026, foram concedidos 212,4 milhões de euros em crédito à habitação a jovens, com um total de 1.256 contratos. O rácio de NPL (Non-Performing Loans) bruto manteve-se estável em 3,7%, enquanto a cobertura por imparidades atingiu 45,6%.

Em termos de solidez financeira, o grupo manteve rácios de capital e liquidez elevados, com um rácio CET1 de 23,3% e um LCR de 365,6%. O presidente do grupo, Sérgio Raposo Frade, sublinhou a resiliência do modelo cooperativo e a solidez da base financeira, destacando a gestão prudente e consistente.

O trimestre foi também marcado pela mobilização de mais de 228 milhões de euros em medidas de apoio a famílias e empresas afetadas pelas intempéries. O grupo concedeu moratórias e linhas de crédito específicas, demonstrando a sua capacidade de resposta a situações adversas.

Leia também: O impacto das intempéries na economia nacional.

Crédito Agrícola Crédito Agrícola Nota: análise relacionada com Crédito Agrícola.

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Fonte: Sapo

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