O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que Portugal pode alcançar um rácio de dívida pública semelhante ao da Alemanha até ao final da década. Durante a gala da 38.ª edição dos IRGAwards, o governante destacou que a dívida pública continua a ser um dos principais desafios do país, mas que a trajetória atual é promissora.
Miranda Sarmento sublinhou que é crucial continuar a reduzir a dívida pública em percentagem do PIB. Este esforço é visto como uma forma de proteger Portugal de eventuais crises internacionais, especialmente no contexto europeu. O ministro referiu que, em breve, a Grécia deve deixar de ser a economia mais endividada da Zona Euro, passando esse título para a Itália, o que demonstra uma melhoria no rácio da dívida pública grega.
O ministro destacou que uma economia pequena, mas com uma boa performance orçamental, pode ser um exemplo a seguir. “Se houver um problema orçamental na Europa, ele será sentido primeiro pelos grandes países”, afirmou. Miranda Sarmento acredita que, com os instrumentos europeus atuais, a resposta a crises será mais eficaz do que nos anos anteriores.
Portugal tem vindo a ser bem visto pelos mercados financeiros, com três agências de rating a melhorarem a perspetiva do país este ano. O ministro mencionou que, atualmente, Portugal já é comparável a economias como a de Espanha, o que reforça a ideia de que o país está em uma posição mais protegida em relação a outras economias.
O objetivo de alcançar um rácio de dívida pública próximo do da Alemanha é ambicioso, mas Miranda Sarmento acredita que é viável. “Nós podemos, nós temos a oportunidade de terminar esta década com uma dívida pública ao nível da dívida pública alemã, e isso será um efeito extraordinário para o país”, afirmou.
O ministro também fez uma comparação com a Alemanha, que, apesar de ter uma dívida pública de 60% do PIB, está a seguir uma trajetória de expansão orçamental. Para 2026, o défice alemão deverá ser superior em 1,5 pontos percentuais do PIB em relação a 2025. Miranda Sarmento prevê que, até ao final da década, a dívida pública da Alemanha se situe ligeiramente acima dos 70%, enquanto a de Portugal poderá ficar perto dos 75% do PIB.
A redução da dívida pública é, portanto, uma prioridade para o governo, e o ministro acredita que esse objetivo pode trazer grandes vantagens para o país. “Precisamos continuar a reduzir sustentadamente a nossa dívida pública”, concluiu.
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Fonte: ECO





