O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que as recentes alterações à Lei Laboral contam com o apoio tanto do povo como das empresas. Durante a inauguração do 13.º Festival do Vinho do Douro Superior, em Vila Nova de Foz Côa, Montenegro sublinhou a necessidade de tornar o mercado laboral mais dinâmico, eliminando burocracias excessivas, mas sempre respeitando os direitos dos trabalhadores. “Toda a gente está com medo disso, incluindo os partidos políticos, mas sei que o povo e as empresas estão do nosso lado. O povo tem sempre razão”, destacou.
Montenegro também fez referência à importância de haver consequências nas promessas feitas aos cidadãos. “É essencial que Portugal avance com reformas estruturais, como a reforma laboral, mesmo que isso não seja popular”, disse, referindo-se à resistência de alguns partidos da oposição. O primeiro-ministro reiterou a urgência de aumentar a competitividade do país.
Para ele, a reforma laboral não é uma questão de teimosia, mas sim de confiança na capacidade de Portugal. Montenegro realçou que a economia portuguesa tem crescido acima da média da União Europeia, apesar dos desafios enfrentados este ano, como as crises climáticas e a instabilidade internacional, especialmente no Médio Oriente, que têm impactado os preços dos combustíveis e outros fatores de produção.
Recentemente, o jornal Público alertou para a desaceleração das exportações portuguesas, uma situação que preocupa Bruxelas. A Comissão Europeia já indicou que a perda de quota de mercado internacional poderá prolongar-se por mais dois anos. Montenegro reconheceu que o desafio é global, mas acredita que Portugal tem uma economia resiliente e capaz de se adaptar.
Para tornar o país mais atrativo, o primeiro-ministro defende investimentos em diversas áreas, incluindo a valorização do trabalho e a redução de impostos sobre os rendimentos das pessoas e das empresas. “Precisamos de um Estado mais ágil e eficiente”, afirmou, sublinhando a importância de uma reforma do Estado que beneficie tanto as empresas como os cidadãos.
Montenegro também expressou a sua visão de um mercado laboral mais dinâmico, semelhante ao que se observa nas economias mais robustas da Europa e do mundo. Ele enfatizou a necessidade de valorizar o setor primário, aproveitando o que o património natural de Portugal tem a oferecer, como a agricultura, a floresta, a pecuária e a pesca.
Por fim, o primeiro-ministro destacou que Portugal foi o país da OCDE que mais valorizou o rendimento das pessoas. “Este é um resultado do nosso caminho e queremos que a nossa economia, assim como a europeia, ganhe competitividade para se destacar nos mercados internacionais”, concluiu.
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Fonte: ECO





