O Presidente da República, António José Seguro, sublinhou a necessidade urgente de acelerar os apoios às vítimas do mau tempo que atingiu o país no início do ano. Durante uma visita às zonas afetadas, realizada entre 6 e 10 de abril, Seguro destacou que as consequências das tempestades ainda estão a impactar muitas famílias, empresas e comunidades. “Esta crise ainda não terminou”, afirmou, enfatizando a importância de clarificar medidas e melhorar a coordenação entre as entidades envolvidas.
No relatório da Presidência Aberta na Zona Centro, que foi divulgado pelo jornal Público, o chefe de Estado alertou para a persistência dos problemas resultantes das intempéries. “As consequências desta crise persistem e continuarão a persistir ao longo do tempo”, disse. Para Seguro, é fundamental que a resposta ao mau tempo não se limite à reparação dos danos, mas que inclua uma abordagem mais abrangente, que contemple a aceleração dos apoios e a adequação das respostas às realidades locais.
O documento, que conta com quase cem páginas, apresenta conclusões e prioridades para o futuro. António José Seguro defendeu que, embora a capacidade de improvisação seja valiosa, é essencial que esta seja acompanhada por uma melhor organização e planeamento. “É necessário preparar melhor o futuro, com mais coordenação, mais prevenção e maior responsabilidade partilhada”, frisou.
O relatório também aborda as preocupações com a lentidão dos apoios, a necessidade de reforçar as infraestruturas críticas e a urgência em garantir que o território esteja mais preparado para os meses de maior risco. “Não basta responder à emergência”, alertou, referindo que é preciso aprender com a experiência e implementar mudanças significativas.
No que diz respeito à governação e coordenação, o relatório identifica fragilidades na comunicação e na clareza de papéis entre as entidades. A resposta local foi destacada como um ponto positivo, mas a falta de interlocutores claros foi uma crítica comum entre os responsáveis locais. O executivo central também foi alvo de críticas, não pela ausência de resposta, mas pela dificuldade em clarificar a inter-relação entre medidas e responsabilidades.
António José Seguro concluiu que a resposta ao mau tempo deve ser um instrumento de trabalho para compreender o que funcionou e o que precisa de ser melhorado. “Não podemos permitir que esta experiência se encerre sem mudança”, afirmou.
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Fonte: ECO





