Netanyahu intensifica ofensiva militar no Líbano contra Hezbollah

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje um aumento da intensidade da ofensiva militar no Líbano, direcionada contra o grupo xiita Hezbollah. Esta declaração surge num momento em que os Estados Unidos tentam facilitar um acordo de paz entre Israel e o Líbano, um processo que enfrenta desafios significativos.

“Não estamos a abrandar o ritmo. Pelo contrário, pedi aceleração”, afirmou Netanyahu em um vídeo divulgado nas redes sociais. O líder israelita sublinhou que os ataques serão intensificados e que a potência das operações será aumentada, com o objetivo de “esmagar o Hezbollah”.

Este anúncio ocorre em pleno cessar-fogo, estabelecido no mês passado entre as autoridades de Beirute e Israel, um acordo que o Hezbollah não reconhece. As conversações de paz, mediadas por Washington, têm sido contestadas pelo grupo apoiado pelo Irão. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que Israel tem o direito de se defender dos ataques aéreos do Hezbollah, referindo-se aos termos da trégua.

Netanyahu destacou que Israel está “em guerra com o Hezbollah” e que, nas últimas semanas, as forças armadas israelitas eliminaram mais de 600 membros do grupo. O primeiro-ministro também mencionou que o Hezbollah tem atacado Israel com drones, e que uma equipa especializada está a trabalhar para neutralizar essa ameaça.

Informações de meios de comunicação israelitas indicam que os Estados Unidos poderão autorizar uma operação militar mais abrangente no Líbano, após os recentes ataques do Hezbollah ao norte de Israel. Netanyahu, que enfrenta pressão da ala radical do seu Governo, recebeu apelos para intensificar as operações no Líbano. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, pediu uma “guerra em grande escala” e sugeriu cortar o fornecimento de eletricidade ao Líbano.

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O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, também se manifestou, afirmando que para cada drone disparado pelo Hezbollah, “deverão cair dez edifícios em Beirute”. A oposição israelita, liderada por Yair Lapid, considera inaceitável que civis e soldados israelitas continuem sob fogo no Líbano, exigindo uma resposta forte a cada ataque.

As negociações de paz no Líbano estão interligadas com conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão, relacionadas com o conflito que começou em fevereiro com uma ofensiva aérea israelo-americana. Recentemente, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, afastou a possibilidade de um acordo iminente, afirmando que qualquer compromisso deve envolver todo o Médio Oriente, incluindo o Líbano.

Desde o início de março, mais de 3.100 pessoas perderam a vida e quase dez mil ficaram feridas devido aos ataques israelitas, que também resultaram em mais de um milhão de deslocados. O Líbano foi arrastado para este novo conflito, reatando ataques aéreos contra Israel, o que levou a uma resposta militar intensificada por parte de Israel.

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Fonte: Sapo

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