O Governo russo emitiu um alerta para todos os cidadãos estrangeiros que residem em Kiev, incluindo diplomatas, recomendando a sua saída da capital ucraniana. Esta medida surge em resposta à iminência de novos bombardeamentos, que visam centros de decisão e empresas do complexo militar-industrial na cidade. O aviso foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, que não especificou datas ou horários para os ataques.
A decisão de Moscovo está relacionada com um ataque recente a uma residência estudantil na região ocupada de Lugansk, que resultou em 21 mortos e pelo menos 42 feridos. O ministério russo descreveu o ataque como “sangrento” e justificou a retaliação com a necessidade de responder a este incidente. Além disso, o ministério aconselhou os residentes de Kiev a manterem distância das infraestruturas militares e administrativas da cidade, reforçando a gravidade da situação.
O alerta russo surge apenas um dia após um grande ataque contra a Ucrânia, onde foram utilizados mísseis com capacidade nuclear. De acordo com a Força Aérea ucraniana, o bombardeamento, que ocorreu na madrugada de domingo, envolveu 690 sistemas de ataque aéreo, incluindo drones e mísseis de vários tipos, com Kiev a ser o principal alvo.
As autoridades ucranianas, citadas pela agência de notícias AFP, indicaram que o ataque causou pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos. Este bombardeamento foi amplamente criticado por diversas organizações e países, incluindo a Comissão Europeia e Portugal. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as infraestruturas atingidas incluíam um sistema de abastecimento de água, um mercado, dezenas de edifícios residenciais e várias escolas.
Moscovo, por sua vez, defendeu os bombardeamentos noturnos, alegando que os alvos eram exclusivamente instalações militares, descrevendo-os como uma retaliação ao ataque à residência estudantil. A escalada da violência em Kiev e as recomendações para a saída de estrangeiros refletem a crescente tensão na região e a incerteza sobre o futuro imediato.
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Kiev Nota: análise relacionada com Kiev.
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Fonte: ECO





