A TAP, companhia aérea nacional, reportou um prejuízo líquido de 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2023. Este valor representa uma melhoria significativa de 63,1% em comparação com os 131,6 milhões de euros de prejuízo registados no mesmo período do ano anterior.
Os rendimentos operacionais da TAP aumentaram 11%, alcançando os 914,4 milhões de euros, em comparação com os 823,4 milhões de euros do primeiro trimestre de 2022. Por outro lado, os gastos operacionais diminuíram ligeiramente em 0,1%, totalizando 954 milhões de euros. A redução dos custos com combustíveis foi um dos fatores que contribuíram para esta melhoria, com uma queda de 16,1%, passando de 234 milhões de euros para 196,2 milhões de euros.
O crescimento dos rendimentos operacionais é atribuído ao aumento das receitas de passagens e à melhoria das receitas unitárias, que subiram 6,2%. A TAP também viu um aumento de 31,8% nas receitas do segmento de Manutenção para terceiros, o que teve um impacto positivo nos resultados.
O lucro antes de juros e impostos (EBIT) foi negativo em 39,6 milhões de euros, mas melhorou 69,9% em relação ao ano anterior. O EBITDA, por sua vez, foi positivo em 92 milhões de euros, uma melhoria superior a 200% face ao prejuízo de 9,5 milhões de euros do ano passado.
Durante o primeiro trimestre, a TAP transportou 3,7 milhões de passageiros, um aumento de 6,4%, e operou 27,3 mil voos, o que representa um crescimento de 1,5%. O load factor, que mede a eficiência da capacidade, subiu para 83,5%, um aumento de 4,8 pontos percentuais, com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte.
A TAP mantém uma posição de liquidez sólida, com 879,8 milhões de euros disponíveis a 31 de março de 2023. O rácio de dívida financeira líquida sobre EBITDA melhorou para 2,2x, refletindo a redução da dívida e o aumento da geração operacional de resultados. A companhia avançou com a venda da Cateringpor ao Grupo Gate Gourmet e a alienação da sua participação na SPdH à Menzies Aviation Portugal, operações que estão em curso.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, destacou a robustez do desempenho da companhia no início do ano, sublinhando a capacidade da empresa em responder a desafios operacionais e a pressão nos custos. Rodrigues agradeceu ainda aos trabalhadores e parceiros da TAP, especialmente às equipas envolvidas em voos de repatriamento relacionados com o conflito no Médio Oriente.
Em relação ao futuro, a TAP antecipa que a evolução das reservas se mantenha resiliente, sustentando níveis elevados de ocupação e melhoria das receitas unitárias. No entanto, a companhia prevê que os preços dos combustíveis continuarão a pressionar os resultados nos próximos trimestres, embora espera mitigar este impacto através de uma gestão disciplinada da capacidade e controlo de custos. A TAP reafirma o seu compromisso com os mercados estratégicos e a modernização da frota, mantendo uma abordagem prudente face ao contexto internacional.
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Fonte: Sapo





