A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) está a fazer um apelo urgente ao diálogo e à negociação para evitar a greve geral marcada para o dia 3 de junho, que poderá ter um impacto devastador no setor da aviação e nos aeroportos. A AHRESP expressa a sua preocupação com os constrangimentos que já afetam os aeroportos nacionais, destacando que a greve poderá agravar ainda mais uma situação que já penaliza o turismo em Portugal.
A AHRESP sublinha que a greve, ainda que o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil não participe, contará com a adesão de tripulantes de cabine e pessoal de terra, o que será suficiente para causar sérios problemas operacionais. A associação pede que todas as partes envolvidas assumam um compromisso de responsabilidade para evitar a paralisação dos serviços aeroportuários, que traria danos acrescidos a um setor que já enfrenta grandes pressões económicas.
Além da greve, a AHRESP critica o novo sistema de controlo de fronteiras, conhecido como ESS (Entry/Exit System), que tem gerado longas filas e tempos de espera excessivos, especialmente no Aeroporto de Lisboa. A associação solicita a suspensão deste sistema até setembro, de forma a permitir uma gestão mais eficiente do fluxo de passageiros e a redução dos tempos de espera.
No dia 29 de maio, será inaugurada uma nova área de controlo de fronteiras no Aeroporto Humberto Delgado, que incluirá mais boxes para a Polícia de Segurança Pública e portas eletrónicas (e-gates). Contudo, a AHRESP considera que, mesmo com estas melhorias, a situação atual é insustentável. A associação afirma que o país investe na promoção como um destino turístico de excelência, mas permite que a primeira experiência dos visitantes seja marcada por filas intermináveis e atrasos, o que pode resultar em reações negativas nas redes sociais e na perda de reservas futuras.
A AHRESP alerta que, se a greve se concretizar, o impacto poderá ser severo para o turismo português, que depende da eficiência e da qualidade do atendimento nos aeroportos. É fundamental que as partes envolvidas encontrem uma solução que evite a paralisação e melhore as condições operacionais, garantindo assim uma experiência positiva para os turistas que visitam o país.
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Fonte: ECO





