Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, manifestou a intenção de integrar a Ucrânia na estratégia europeia para a indústria de defesa. Durante uma visita à Lituânia, Von der Leyen sublinhou que a experiência da Ucrânia no campo de batalha é crucial para a adaptação das capacidades de defesa na Europa. “A nossa meta é clara: Europa e Ucrânia devem unir esforços para construir a capacidade industrial necessária para enfrentar a inovação dos nossos adversários”, afirmou.
Esta visita ocorre num contexto em que os países Bálticos, como a Lituânia, têm registado incursões de drones no seu espaço aéreo. Von der Leyen alertou que estes não são incidentes isolados, mas sim uma estratégia deliberada da Rússia para desestabilizar as sociedades democráticas da região. “A Rússia está a falhar, tanto nos campos de batalha da Ucrânia como nas suas tentativas de desestabilização”, acrescentou.
A presidente da Comissão Europeia reafirmou a solidariedade da Europa com a Estónia, Letónia e Lituânia, destacando que “quando os Estados Bálticos são testados, a Europa como um todo é testada”. Para reforçar a defesa na região, a Europa tem canalizado investimentos significativos, incluindo 12 mil milhões de euros através do programa de empréstimos SAFE, que visa melhorar as capacidades de defesa dos países Bálticos.
“Já assinámos o programa SAFE da Lituânia e estamos prontos para avançar com a Estónia e a Letónia”, disse Von der Leyen. Os investimentos focam-se em capacidades antidrone, defesa aérea avançada e proteção de infraestruturas críticas. Além disso, foram selecionados 16 novos projetos no âmbito das iniciativas de preparação europeia, que vão desde a Vigilância do Flanco Oriental ao Escudo Aéreo Europeu.
A revisão intercalar dos fundos de coesão também resultou na realocação de 1,5 mil milhões de euros para a defesa, vigilância das fronteiras e segurança económica nos países Bálticos. “Estamos a adaptar as nossas ferramentas às novas realidades no terreno e continuaremos a fazê-lo no próximo orçamento de longo prazo”, sintetizou.
As incursões de drones revelam vulnerabilidades na defesa europeia que precisam de ser abordadas. Von der Leyen defendeu a necessidade de sistemas de alerta mais unificados e uma melhor coordenação transfronteiriça. “Os sistemas nacionais devem estar melhor integrados com o Copernicus e o Galileo para permitir uma partilha de informações mais eficaz e uma capacidade de alerta precoce”, explicou.
Adicionalmente, Von der Leyen propôs uma avaliação abrangente dos sistemas de combate a drones na região, em coordenação com a NATO, para identificar lacunas críticas e acelerar o apoio onde for mais necessário. “É essencial que trabalhemos juntos para colmatar essas lacunas e fortalecer a defesa europeia”, concluiu.
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Fonte: ECO





