O BCP anunciou, esta quarta-feira, um ambicioso programa de recompra de ações no valor de 400 milhões de euros, o que representa cerca de 2,84% da sua capitalização bolsista. Este programa terá início a 4 de junho e prolongar-se-á até 4 de dezembro, abrangendo um período de seis meses.
Segundo o comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco poderá adquirir até 1.184 milhões de ações ordinárias, o que equivale a um máximo de 8% do total de ações que representam o capital social do BCP. O valor máximo estipulado para esta recompra de ações poderá atingir 407.458.786 euros.
O preço de compra das ações será determinado com base na assembleia geral de 7 de maio, sendo definido um intervalo que varia em quinze por cento para mais e para menos em relação à cotação mais baixa e média das transações realizadas. Esta estratégia visa não apenas a valorização das ações, mas também a confiança dos investidores na gestão do banco.
O BCP, sob a liderança de Miguel Maya, escolheu o JPMorgan como intermediário financeiro para este programa de recompra de ações. Esta não é a primeira vez que o banco implementa uma estratégia deste tipo; em 2025, o BCP já havia investido cerca de 200 milhões de euros na recompra de 309 milhões de ações, representando 2,05% do seu capital social. Na altura, o programa também tinha uma duração de seis meses, mas foi encerrado antecipadamente em agosto.
No novo programa, o BCP ressalta a possibilidade de cessação antecipada, que poderá ocorrer por decisão do banco ou se forem atingidos o número máximo de ações ou o valor máximo previsto. Esta flexibilidade permite ao BCP adaptar a sua estratégia de recompra de ações às condições de mercado, assegurando assim uma gestão mais eficiente do capital.
A recompra de ações é uma ferramenta importante para as instituições financeiras, pois pode ajudar a aumentar o valor das ações em circulação e a melhorar a percepção do mercado sobre a saúde financeira do banco. Com este novo programa, o BCP demonstra um compromisso em fortalecer a sua posição no mercado e em devolver valor aos seus acionistas.
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Fonte: ECO





