A Moody’s Ratings anunciou a confirmação do rating de depósitos de longo prazo do Banco Comercial Português (BCP) em A2, ao mesmo tempo que reviu a sua perspetiva de “estável” para “positiva”. Esta decisão sugere uma possível melhoria da notação nos próximos 12 a 18 meses, o que é um sinal encorajador para o banco e seus investidores.
A agência de notação financeira justifica a revisão da perspetiva com a evolução favorável do perfil financeiro do BCP. Entre os fatores destacados estão as melhorias na qualidade dos ativos, o aumento dos níveis de capital e uma rentabilidade reforçada. A redução contínua das provisões associadas à carteira de crédito em francos suíços da subsidiária polaca também tem contribuído para esta melhoria.
O BCP tem demonstrado um compromisso firme na redução dos ativos não produtivos, com o rácio de NPL (non-performing loans) a descer para 2,5% no final de 2025, comparado com os 3,3% do ano anterior. Embora ainda ligeiramente acima da média europeia, esta tendência é vista como positiva pela Moody’s.
Além disso, a agência sublinha a solidez da posição de liquidez do BCP, que apresenta um rácio de cobertura de liquidez de 334% e um rácio de financiamento estável líquido de 180%. Em termos de capital, o banco reportou um rácio CET1 de 15,9% no final de 2025, que está confortavelmente acima dos requisitos regulamentares exigidos.
A Moody’s prevê que o rácio de capital tangível do BCP se mantenha entre 13% e 14,5%, mesmo com uma política de remuneração acionista mais generosa, que inclui dividendos e possíveis recompras de ações. A expectativa é que a rentabilidade do banco continue a melhorar, impulsionada pelo crescimento do crédito, aumento das comissões e resiliência da margem financeira, especialmente num contexto de normalização da curva de juros.
A perspetiva positiva da Moody’s reflete a possibilidade de uma subida do rating do BCP, caso o banco mantenha a atual trajetória. Para isso, é fundamental que os rácios de crédito malparado permaneçam abaixo de 3%, que a rentabilidade se aproxime de 1% dos ativos e que os níveis de capital continuem robustos. Por outro lado, a agência alerta que uma deterioração da qualidade dos ativos ou falhas no plano de financiamento poderão impactar negativamente a notação.
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Fonte: Sapo





