Portugueses adiam planeamento da reforma: 31% sem urgência

Um estudo recente revela que, embora muitos portugueses reconheçam a importância de planear a reforma, 31% ainda adiam essa tarefa. Esta conclusão faz parte do Barómetro “Preparação da Reforma”, realizado pela Católica-Lisbon em parceria com o Doutor Finanças. A pesquisa avaliou o grau de concordância dos inquiridos com a afirmação “tenho tempo para pensar na reforma mais tarde”.

Quase metade dos participantes, cerca de 49%, discorda ou discorda totalmente da ideia de que há tempo para pensar na reforma mais tarde. Este dado indica uma consciência crescente sobre a importância do planeamento da reforma. No entanto, a percentagem de 31% que concorda ou concorda totalmente com a afirmação destaca uma parte significativa da população que ainda não se sente pressionada a agir.

Os resultados do estudo mostram uma população dividida, o que sugere que existem oportunidades para promover ações de sensibilização e educação financeira focadas no planeamento da reforma. A escolaridade parece ser um fator determinante nesta questão. Entre os inquiridos que completaram o ensino superior, 58% discorda que a reforma seja um tema para mais tarde. Em contrapartida, essa percentagem diminui nos níveis de escolaridade mais baixos, com 43% entre os que têm o ensino secundário e apenas 31% entre aqueles que completaram o 3.º ciclo.

A faixa etária também desempenha um papel importante nas percepções sobre o planeamento da reforma. Curiosamente, não são os mais velhos que demonstram maior preocupação. A faixa etária que mais se destaca na discordância da afirmação de que há tempo para pensar na reforma é a dos 25 aos 34 anos, com 60% a considerar o planeamento como uma prioridade. Seguem-se os grupos dos 35 aos 45 anos (50%) e dos 45 aos 55 anos (47%). Por outro lado, os indivíduos entre os 55 e os 64 anos são os que mais concordam que ainda têm tempo, com 43% a partilhar dessa opinião.

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Este inquérito foi realizado pela Universidade Católica Portuguesa em colaboração com o Doutor Finanças, entre 25 de fevereiro e 12 de março de 2026. A amostra incluiu indivíduos com 18 anos ou mais, residentes em Portugal, selecionados aleatoriamente. A taxa de resposta foi de 15%, com uma margem de erro máxima de 4% e um nível de confiança de 95%.

planeamento da reforma planeamento da reforma Nota: análise relacionada com planeamento da reforma.

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Fonte: Doutor Finanças

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