Lula critica EUA e defende soberania do Brasil em relação ao crime

O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou hoje a sua indignação em relação à recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta” e pediu respeito pela soberania do país, enfatizando que “não brinquem com a soberania desse país” e “não brinquem com a nossa democracia”.

Durante um evento em Sergipe, Lula criticou a reunião do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Embora não tenha mencionado Flávio diretamente, Lula insinuou que há um “candidato a presidente” que trai a pátria ao solicitar intervenção americana no Brasil.

O Presidente brasileiro argumentou que, embora o PCC e o CV sejam considerados terroristas para as comunidades brasileiras, essa categorização não deve ser feita da forma como o Presidente Trump sugere. Lula fez uma analogia com Osama bin Laden, ex-líder da Al-Qaeda, para ilustrar a diferença entre a percepção interna e a externa sobre o crime organizado.

Lula reafirmou que o combate às facções criminosas deve ser conduzido pelas instituições brasileiras, afirmando que “eles são terroristas porque incomodam as famílias” e “roubam tudo que têm direito do povo”. O Presidente também mencionou que entregou documentos a Trump sobre a cooperação bilateral no combate ao crime organizado, pedindo a extradição de brasileiros procurados por crimes como contrabando e lavagem de dinheiro que se encontram nos EUA.

“Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”, declarou Lula, referindo-se a suspeitos que residem em Miami e Delaware. Entre eles, citou Ricardo Magro, um empresário considerado o maior sonegador de impostos do Brasil.

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Além disso, Lula defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública no Senado, que visa aumentar os investimentos federais em inteligência e fortalecer o combate ao crime organizado. Esta declaração serve como uma pressão indireta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que ainda não avançou com a tramitação da proposta.

Lula reiterou a importância do multilateralismo e a necessidade de respeito por parte de todas as nações, afirmando que o Brasil não se impõe de forma agressiva a nenhum país. O Presidente deixou claro que a soberania do Brasil deve ser respeitada e que o país não aceitará interferências externas.

Leia também: O impacto das políticas de Lula na economia brasileira.

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Fonte: Sapo

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